CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015
Diante a suspeita clínica de Pielonefrite Aguda, devemos:
Suspeita de Pielonefrite Aguda = Internar e iniciar ATB IV imediatamente, sem aguardar exames.
A pielonefrite aguda é uma infecção grave do trato urinário superior que pode evoluir para sepse. Diante da suspeita clínica, a conduta inicial é a internação e o início imediato de antibioticoterapia intravenosa empírica, mesmo antes dos resultados de urocultura ou exames de imagem, para evitar a progressão da doença e complicações.
A Pielonefrite Aguda é uma infecção bacteriana do parênquima renal e do sistema coletor, representando uma forma mais grave de infecção do trato urinário (ITU) superior. É mais comum em mulheres, mas pode afetar qualquer idade e sexo. Sua importância clínica reside no potencial de progressão para sepse, abscesso renal, necrose papilar e insuficiência renal, tornando o diagnóstico e tratamento precoces cruciais. A suspeita clínica de pielonefrite aguda baseia-se em sintomas como febre alta, calafrios, dor lombar (geralmente unilateral), náuseas, vômitos e, por vezes, sintomas de cistite. O diagnóstico é corroborado por exames laboratoriais como hemograma (leucocitose com desvio à esquerda), PCR elevada e exame de urina (piúria, bacteriúria). A urocultura é essencial para identificar o agente etiológico e seu perfil de sensibilidade, mas não deve atrasar o tratamento. Diante da suspeita clínica, a conduta padrão é a internação hospitalar e o início imediato de antibioticoterapia intravenosa empírica. Essa abordagem visa controlar rapidamente a infecção e prevenir complicações sistêmicas. A escolha do antibiótico empírico deve considerar o perfil de resistência local e a gravidade do paciente. Exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia, podem ser solicitados para identificar complicações (ex: obstrução, abscesso), mas também não devem atrasar o início do tratamento. A reavaliação clínica e laboratorial é fundamental para monitorar a resposta terapêutica e ajustar o antibiótico conforme o antibiograma.
Os sintomas clássicos incluem febre alta, calafrios, dor lombar unilateral ou bilateral, náuseas, vômitos e disúria. Pode haver também prostração e sinais de sepse, como taquicardia e hipotensão.
A via intravenosa garante níveis séricos e teciduais rápidos e eficazes do antibiótico, o que é crucial para controlar a infecção rapidamente e prevenir a progressão para sepse, especialmente em pacientes com sintomas sistêmicos.
Não. Embora a urocultura com antibiograma seja fundamental para guiar o tratamento definitivo, o início da antibioticoterapia empírica deve ser imediato após a coleta da amostra, sem aguardar os resultados, devido ao risco de sepse e complicações graves.
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