HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026
Menina de 1 ano e 8 meses, previamente saudável, apresenta febre há 3 dias, irritabilidade, recusa alimentar e vômitos isolados. Ao exame, encontra-se em mau estado geral, febril (38,8 ºC), taquicárdica, com dor à palpação do flanco esquerdo. Exames laboratoriais revelam leucocitose de 16.000/mm3 , neutrofilia, leucocitúria +++, hematúria microscópica e nitrito positivo. Urocultura por cateterismo foi coletada, e o antibiograma estará disponível em 72h. Frente aos achados clínicolaboratoriais, qual o manejo terapêutico apropriado?
Lactente com febre + vômitos + ITU → Pielonefrite. Iniciar Ceftriaxona IV e escalonar para VO após melhora clínica.
Em lactentes com sinais sistêmicos de ITU (vômitos, mau estado geral), a via parenteral é preferencial inicialmente para garantir níveis terapêuticos e contornar a intolerância oral.
A infecção do trato urinário (ITU) em lactentes jovens frequentemente se apresenta de forma inespecífica, com febre e irritabilidade sendo os únicos sinais. A presença de nitrito positivo e leucocitúria em um paciente febril com dor em flanco é altamente sugestiva de pielonefrite. A coleta de urina por cateterismo vesical é o padrão-ouro em crianças sem controle esfincteriano para evitar contaminação. O tratamento empírico deve cobrir os patógenos mais comuns da flora intestinal. Em casos com comprometimento do estado geral ou vômitos, a internação para antibioticoterapia parenteral (como Ceftriaxona ou Ampicilina + Gentamicina) é mandatória para prevenir cicatrizes renais e complicações sistêmicas. A duração total do tratamento para pielonefrite costuma ser de 7 a 14 dias.
Os critérios incluem idade jovem (geralmente < 2-3 meses), sinais de sepse ou toxemia, desidratação, vômitos que impedem a aceitação da via oral, falha no tratamento ambulatorial prévio, malformações do trato urinário conhecidas ou incerteza quanto ao seguimento ambulatorial.
A Ceftriaxona é uma cefalosporina de 3ª geração com excelente cobertura contra Gram-negativos entéricos, especialmente E. coli, que é o principal patógeno das ITUs. Sua longa meia-vida permite administração uma vez ao dia, e a via parenteral garante eficácia em pacientes com comprometimento sistêmico.
A transição para a via oral (terapia sequencial) deve ser considerada após o paciente apresentar melhora clínica significativa, estar afebril por 24 a 48 horas e ter boa tolerância à ingestão de líquidos e alimentos, geralmente guiada pelo resultado do antibiograma da urocultura.
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