SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2022
Paciente de 27 anos vem evoluindo há 3 dias com disúria e hematúria. Há cerca de 24h, houve piora do quadro com febre elevada, e calafrios. Deu entrada na emergência com os seguintes parâmetros: PA 80x50mmHg, FC: 120bpm. Qual a melhor conduta, nesse caso?
Pielonefrite com sinais de sepse (hipotensão, taquicardia) exige internação, ATB venoso e investigação de complicação.
A paciente apresenta sinais de pielonefrite aguda complicada, com evidências de sepse (febre, calafrios, hipotensão, taquicardia). Nesses casos, a conduta imediata é internação hospitalar para suporte hemodinâmico, antibioticoterapia empírica venosa e investigação de complicações obstrutivas ou abscesso renal com exames de imagem.
A pielonefrite aguda é uma infecção bacteriana do parênquima renal e do sistema coletor, geralmente ascendente a partir do trato urinário inferior. Quando associada a sinais de resposta inflamatória sistêmica grave, como hipotensão e taquicardia, configura um quadro de sepse de foco urinário, que pode evoluir para choque séptico e é uma emergência médica. A paciente do caso apresenta disúria, hematúria, febre elevada, calafrios e instabilidade hemodinâmica (PA 80x50mmHg, FC 120bpm), indicando claramente um quadro de sepse. Nesses casos, a conduta é agressiva e imediata, visando estabilizar o paciente e controlar a infecção. O manejo inclui internação hospitalar, preferencialmente em unidade de terapia intensiva se houver choque, para monitorização e suporte hemodinâmico. A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada por via venosa, com espectro amplo para cobrir os patógenos mais comuns (geralmente Gram-negativos). Além disso, é fundamental realizar exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada do abdome e pelve, para investigar complicações como obstrução do trato urinário (cálculos, estenoses) ou formação de abscesso renal, que podem exigir intervenção urológica.
Uma pielonefrite é considerada complicada na presença de fatores como obstrução do trato urinário, anomalias estruturais, imunossupressão, diabetes mellitus, gravidez, falha terapêutica ou sinais de sepse/choque séptico.
A antibioticoterapia venosa garante níveis séricos e teciduais adequados do antibiótico rapidamente, o que é vital para combater a infecção sistêmica e melhorar o quadro clínico em pacientes com sepse, que podem ter absorção gastrointestinal comprometida.
Exames de imagem são indicados em casos de pielonefrite complicada, falha terapêutica após 48-72h de antibióticos, suspeita de obstrução do trato urinário, abscesso renal ou outras complicações, para identificar a causa e guiar o tratamento.
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