IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Paciente de 30 anos, sexo feminino, apresenta-se ao hospital com disúria, polaciúria e incontinência urinária há 4 dias, tendo feito uso de fosfomicina dose única no início do quadro, mas sem resposta clínica satisfatória. Procura o hospital apresentando quadro de febre de 38,5°C e dor lombar, além de vômitos e queda do estado geral. Exame físico demonstra sinal de Giordano positivo, além de paciente em regular estado geral, sem alteração de sinais vitais, lúcida e orientada em tempo e espaço. Realizada tomografia com contraste de abdome, com realce heterogêneo do parênquima renal, com áreas hipocaptantes do meio de contraste venoso, sem sinais de obstrução do trato urinário. Nega internações recentes e o uso de outros antibióticos, além do previamente prescrito. Assinale a alternativa adequada para manejo do quadro citado.
Pielonefrite complicada + febre + dor lombar + vômitos + Giordano + nefrograma estriado → internação e ATB IV.
O nefrograma estriado na TC com contraste é um achado clássico da pielonefrite aguda, indicando áreas de necrose tubular ou edema, e sugere a necessidade de tratamento hospitalar com antibióticos de amplo espectro.
A pielonefrite aguda é uma infecção bacteriana do parênquima renal e do sistema coletor, sendo uma forma grave de infecção do trato urinário (ITU). É mais comum em mulheres e pode levar a sepse se não tratada adequadamente. A apresentação clínica típica inclui febre, dor lombar, disúria e sintomas sistêmicos. Em casos de falha terapêutica inicial ou apresentação mais grave, como a descrita, a investigação por imagem é crucial. A tomografia computadorizada com contraste é o exame de escolha, podendo revelar o 'nefrograma estriado', que são áreas hipocaptantes ou estrias no parênquima renal, indicativas de inflamação e edema. Este achado confirma o envolvimento parenquimatoso. O manejo da pielonefrite complicada ou com falha terapêutica requer internação hospitalar e antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, ajustada conforme a urocultura. A avaliação de complicações como abscesso renal ou obstrução é essencial para guiar a conduta e evitar desfechos desfavoráveis, como a sepse.
Pielonefrite aguda manifesta-se com febre, calafrios, dor lombar (sinal de Giordano positivo), disúria, polaciúria, náuseas e vômitos, e mal-estar geral, indicando infecção do trato urinário superior.
O nefrograma estriado é um achado típico da pielonefrite aguda na TC com contraste, indicando áreas de hipoperfusão ou edema renal, e confirma o diagnóstico de infecção parenquimatosa, guiando a conduta.
A pielonefrite é complicada na presença de fatores como obstrução do trato urinário, anomalias estruturais, diabetes, imunossupressão, falha terapêutica inicial ou achados de imagem sugestivos de abscesso ou necrose.
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