PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Mulher, 24 anos de idade, estudante universitária, vida sexual ativa Desenvolveu febre (39℃), dor lombar direita, apesar de ter tomado nitrofurantoina por três dias, prescrita empiricamente pelo profissional do pronto-socorro devido à sintomas de cistite. Foi solicitado urocultura enquanto aguarda o resultado. Recomenda-se, para o tratamento empírico de pielonefrite aguda,
Pielonefrite aguda leve/moderada, sem sepse, em paciente jovem → ciprofloxacino oral empírico.
A paciente apresenta sinais de pielonefrite aguda (febre, dor lombar) e falha terapêutica com nitrofurantoína, que não é eficaz para infecções do trato urinário alto. O ciprofloxacino oral é uma excelente escolha empírica para pielonefrite aguda não complicada em pacientes sem critérios de internação, devido à sua boa penetração renal e espectro de ação.
A pielonefrite aguda é uma infecção bacteriana do parênquima renal e do sistema coletor, que pode ser grave se não tratada adequadamente. É mais comum em mulheres jovens e sexualmente ativas. A apresentação clínica típica inclui febre, calafrios, dor lombar, náuseas, vômitos e sintomas de cistite. O diagnóstico é clínico, mas a urocultura é essencial para identificar o agente etiológico e guiar o tratamento definitivo. O tratamento empírico da pielonefrite aguda deve ser iniciado prontamente, antes dos resultados da urocultura, para evitar complicações. Em pacientes jovens, sem comorbidades significativas e sem sinais de sepse ou instabilidade hemodinâmica, o tratamento ambulatorial com antibióticos orais é geralmente seguro e eficaz. As fluoroquinolonas, como o ciprofloxacino, são a primeira escolha devido à sua excelente penetração no tecido renal e amplo espectro contra os patógenos mais comuns (principalmente E. coli). É crucial diferenciar a pielonefrite de uma cistite, pois o tratamento é distinto. A nitrofurantoína, embora eficaz para cistite, não deve ser usada para pielonefrite devido à sua baixa penetração tecidual renal. A escolha do antibiótico empírico deve considerar o perfil de resistência local e a gravidade do quadro. Em casos mais graves ou com critérios de internação, antibióticos intravenosos são necessários, como ceftriaxona ou piperacilina/tazobactam.
O diagnóstico de pielonefrite aguda é baseado em sintomas como febre (>38°C), calafrios, dor lombar (geralmente unilateral), náuseas, vômitos e disúria, associados a uma infecção do trato urinário.
A nitrofurantoína atinge concentrações terapêuticas apenas na urina e não no parênquima renal, tornando-a ineficaz para o tratamento de infecções do trato urinário alto, como a pielonefrite.
A internação é indicada para pacientes com sinais de sepse, instabilidade hemodinâmica, incapacidade de tolerar medicação oral, gestantes, imunocomprometidos, falha do tratamento ambulatorial ou suspeita de obstrução urinária.
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