Pielonefrite Aguda: Diagnóstico e Tratamento Essencial

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2015

Enunciado

A sedimentoscopia urinária mostrada abaixo foi realizada em um paciente de 55 anos, estado geral regular, que apresentava, entre outros sintomas, febre e disúria. A conduta mais indicada e diagnóstico mais provável são: (VER IMAGEM)

Alternativas

  1. A) Solicitação da uroanálise e urinocultura, e tratar com sulfametoxazol + trimetoprima via oral durante sete dias; cistite aguda complicada.
  2. B) Solicitação prévia da uroanálise e urinocultura é dispensável, e tratar com ciprofloxacino via oral durante trinta dias; prostatite aguda.
  3. C) Solicitação da uroanálise, urinocultura e hemocultura, e tratar com ciprofloxacino via oral durante quatorze dias; pielonefrite aguda.
  4. D) Solicitação prévia de uroanálise e urinocultura é dispensável, e tratar com ceftriaxona endovenosa durante sete dias; pielonefrite aguda.

Pérola Clínica

Febre + disúria em paciente >50 anos → suspeitar pielonefrite. Solicitar urocultura + hemocultura e iniciar ATB adequado.

Resumo-Chave

A presença de febre em um paciente com sintomas urinários, especialmente em idosos ou com comorbidades, sugere uma infecção do trato urinário superior (pielonefrite), que é considerada uma infecção complicada. Nesses casos, a conduta inclui a solicitação de urocultura e hemocultura para guiar o tratamento, e o início de antibioticoterapia com cobertura para gram-negativos, como ciprofloxacino, por um período mais prolongado.

Contexto Educacional

A pielonefrite aguda é uma infecção bacteriana do parênquima renal e do sistema coletor, geralmente ascendente a partir do trato urinário inferior. É uma condição comum, especialmente em mulheres, mas pode ocorrer em qualquer idade e sexo, sendo mais grave em idosos, imunocomprometidos ou pacientes com anomalias urológicas. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações como sepse e abscesso renal. O diagnóstico baseia-se na apresentação clínica (febre, dor lombar, disúria), exames laboratoriais (leucocitose, aumento de PCR) e análise de urina (piúria, bacteriúria, nitrito positivo). A urocultura com antibiograma é fundamental para direcionar o tratamento. Em pacientes com sintomas sistêmicos ou fatores de risco, a hemocultura é indispensável para identificar bacteremia. A conduta terapêutica envolve o início imediato de antibióticos empíricos, geralmente fluoroquinolonas (como ciprofloxacino) ou cefalosporinas de terceira geração, ajustados posteriormente conforme o antibiograma. A duração do tratamento varia, mas para pielonefrite aguda, 7 a 14 dias é o padrão. A hidratação e o controle da dor são medidas de suporte importantes. O acompanhamento clínico é essencial para garantir a resolução da infecção e prevenir recorrências.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas que indicam pielonefrite aguda?

A pielonefrite aguda é caracterizada por febre, calafrios, dor lombar (geralmente unilateral), disúria, polaciúria e urgência miccional. Sintomas sistêmicos como náuseas e vômitos também são comuns, diferenciando-a da cistite.

Por que é importante solicitar urocultura e hemocultura na suspeita de pielonefrite?

A urocultura é essencial para identificar o agente etiológico e seu perfil de sensibilidade aos antibióticos, guiando o tratamento. A hemocultura é indicada em casos de pielonefrite com febre e sintomas sistêmicos, pois há risco de bacteremia e sepse, sendo crucial para o manejo adequado.

Qual a duração recomendada do tratamento com ciprofloxacino para pielonefrite aguda?

Para pielonefrite aguda não complicada, o tratamento com ciprofloxacino geralmente dura de 7 a 14 dias, dependendo da resposta clínica e da gravidade. Em casos complicados ou com fatores de risco, pode ser necessário um período mais longo ou terapia parenteral inicial.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo