SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2023
Adolescente, feminino, 13 anos, é trazida à emergência apresentando febre que iniciou há dois dias. O exame físico a mostra febril, algo prostrada e com sinal de Giordano presente. Foi colhido hemograma, VHS e proteína C reativa que estavam normais e o EAS (exame de urina tipo I) apresentava aumento de leucócitos (acima de 10 leucócitos por campo de grande aumento). Assinale a opção correta sobre a justificativa para conduta imediata a ser tomada.
Pielonefrite em adolescente com Giordano + piúria → iniciar ATB empírico, mesmo com PCR/VHS normais.
Em adolescentes com quadro clínico sugestivo de pielonefrite (febre, dor lombar, Giordano positivo) e piúria no EAS, o tratamento empírico com antibióticos deve ser iniciado prontamente, mesmo que marcadores inflamatórios sistêmicos como VHS e PCR estejam normais. A urocultura deve ser coletada antes do início do tratamento, mas não deve atrasá-lo.
A pielonefrite aguda é uma infecção bacteriana do parênquima renal e do sistema coletor, sendo mais grave que a cistite. Em adolescentes, a apresentação pode ser variada, mas a febre e a dor lombar são sintomas-chave. É crucial reconhecer a importância do diagnóstico e tratamento precoces para prevenir complicações como cicatrizes renais e hipertensão arterial futura. A epidemiologia mostra maior incidência em meninas devido a fatores anatômicos e fisiológicos que facilitam a ascensão bacteriana. A fisiopatologia envolve a ascensão de bactérias (mais comumente Escherichia coli) do trato urinário inferior para os rins. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas e no exame físico (sinal de Giordano). Exames laboratoriais como o EAS, que mostra piúria e, por vezes, bacteriúria, são essenciais. Embora marcadores inflamatórios como PCR e VHS sejam úteis, sua normalidade não exclui o diagnóstico, especialmente no início do quadro. A urocultura é o padrão-ouro para identificar o agente etiológico e guiar a terapia, mas não deve atrasar o tratamento inicial. O tratamento da pielonefrite aguda em adolescentes geralmente envolve antibióticos de amplo espectro, administrados por via oral ou intravenosa, dependendo da gravidade do quadro e da tolerância do paciente. A escolha do antibiótico empírico deve considerar a epidemiologia local e os padrões de resistência. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas o acompanhamento é importante para investigar fatores predisponentes e prevenir recorrências. Pontos de atenção incluem a coleta da urocultura antes do antibiótico e a reavaliação clínica em 48-72 horas para monitorar a resposta ao tratamento.
Os sinais e sintomas de pielonefrite em adolescentes incluem febre alta, calafrios, dor lombar (que pode ser unilateral ou bilateral), náuseas, vômitos e, frequentemente, disúria, polaciúria e urgência urinária. O sinal de Giordano positivo (dor à punho-percussão na loja renal) é um achado clássico.
O tratamento antibiótico deve ser iniciado empiricamente antes dos resultados da urocultura para evitar a progressão da infecção, prevenir danos renais permanentes e reduzir a morbidade. A urocultura deve ser coletada antes do início do antibiótico para guiar o ajuste da terapia, se necessário, mas não deve atrasar a conduta inicial.
Leucócitos aumentados no EAS (piúria) indicam inflamação no trato urinário. A presença de PCR e VHS normais, apesar da piúria e sintomas, não exclui pielonefrite, especialmente em fases iniciais ou em pacientes com resposta inflamatória atenuada. O quadro clínico e a piúria são mais relevantes para a decisão de tratamento imediato.
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