UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2024
Mulher, 32 anos de idade, deu entrada no Pronto Socorro com quadro de febre, dor lombar, há 24 horas, exame de urina com leucocitúria. Qual é a conduta baseada no diagnóstico mais provável?
Mulher jovem com febre + dor lombar + leucocitúria → Pielonefrite aguda → ATB EV para Gram(-).
O quadro clínico de febre, dor lombar e leucocitúria em uma mulher jovem é altamente sugestivo de pielonefrite aguda, uma infecção do trato urinário superior. Nesses casos, a antibioticoterapia endovenosa com cobertura para bactérias Gram-negativas, que são os patógenos mais comuns, é a conduta inicial apropriada, especialmente se houver sinais de gravidade ou impossibilidade de tolerar medicação oral.
A pielonefrite aguda é uma infecção bacteriana do parênquima renal e do sistema coletor, geralmente ascendente a partir do trato urinário inferior. É mais comum em mulheres e se manifesta com febre, calafrios, dor lombar (geralmente unilateral), náuseas, vômitos e sintomas urinários baixos. A presença de leucocitúria no exame de urina é um achado comum. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a urocultura com antibiograma é essencial para identificar o agente etiológico e guiar a terapia antimicrobiana. Em casos de pielonefrite aguda, especialmente com sintomas sistêmicos como febre e dor lombar intensa, a antibioticoterapia empírica deve ser iniciada prontamente, visando cobertura para bactérias Gram-negativas, que são os patógenos mais frequentes. A escolha da via de administração (oral ou endovenosa) depende da gravidade do quadro clínico, presença de sepse, comorbidades e capacidade do paciente de tolerar medicação oral. Em pacientes com febre e dor lombar, a via endovenosa é frequentemente preferida inicialmente para garantir níveis terapêuticos rápidos e eficazes, com posterior transição para oral após melhora clínica e sensibilidade do antibiograma.
O diagnóstico de pielonefrite aguda é clínico, baseado em febre, dor lombar (geralmente unilateral), disúria, polaciúria e urgência urinária, associado a exames laboratoriais como leucocitúria e urocultura positiva.
A antibioticoterapia endovenosa é indicada para ITU em casos de pielonefrite aguda grave, sepse de foco urinário, pacientes com náuseas/vômitos que impedem medicação oral, falha terapêutica com antibióticos orais ou comorbidades que aumentam o risco.
O principal agente etiológico da pielonefrite é a Escherichia coli, responsável por cerca de 75-90% dos casos, seguida por outras enterobactérias Gram-negativas como Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis.
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