SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Uma paciente de 30 anos de idade, previamente hígida, apresentou febre = 38,5 °C, disúria e dor\nlombar direita há três dias. Relata episódios de infecção urinária de repetição no último ano. Ao\nexame físico, apresenta FC = 102 bpm, FR = 20 irpm, SatO2 = 98% e dor à palpação do flanco\ndireito. Urina tipo 1: leucocitúria +++ e nitrito positivo.\n\nCom relação ao citado caso clínico, qual é a conduta inicial mais indicada?
Febre + Dor lombar + Disúria = Pielonefrite. Iniciar antibiótico IV se houver sinais sistêmicos ou instabilidade.
A pielonefrite aguda com sinais de resposta sistêmica (febre, taquicardia) exige início imediato de antibioticoterapia, preferencialmente intravenosa na fase inicial.
A pielonefrite aguda é uma infecção bacteriana do trato urinário superior. O quadro clínico clássico envolve a tríade de febre, dor no flanco (Sinal de Giordano positivo) e sintomas irritativos miccionais (disúria, polaciúria). Em mulheres jovens e hígidas, pode ser tratada ambulatorialmente com quinolonas orais, mas a presença de febre alta (38,5°C) e taquicardia, como no caso, sugere a necessidade de estabilização e início de terapia parenteral.\n\nO diagnóstico é clínico e laboratorial (Urina tipo 1 com leucocitúria e nitrito positivo). A urocultura deve sempre ser coletada antes do início do antibiótico, mas o tratamento não deve ser retardado. A escolha empírica geralmente recai sobre cefalosporinas de terceira geração (como Ceftriaxona) ou aminoglicosídeos, dependendo do perfil de resistência local.
A internação é indicada na presença de sinais de sepse (instabilidade hemodinâmica, alteração mental), incapacidade de manter hidratação ou medicação oral (vômitos persistentes), dor intensa refratária, gravidez, obstrução urinária suspeita, imunossupressão ou falha do tratamento ambulatorial prévio.
A pielonefrite é uma infecção grave do parênquima renal com alto potencial de disseminação hematogênica. O atraso no tratamento aumenta o risco de lesão renal permanente e choque séptico. A terapia empírica deve cobrir os patógenos mais prováveis (como E. coli) e ser ajustada posteriormente conforme o resultado do antibiograma.
A TC de abdome não é necessária de rotina para o diagnóstico. Ela deve ser solicitada se houver suspeita de complicações (abscesso renal, pielonefrite enfisematosa), em pacientes que não melhoram após 48-72h de tratamento adequado, ou se houver suspeita de obstrução por cálculo (uropatia obstrutiva).
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