Pielonefrite Aguda: Diagnóstico, Etiologia e Tratamento

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2024

Enunciado

PNA, 45 anos, feminino, internada devido à dor lombar alta à direita, febre alta, com dor à punhopercussão do ângulo costovertebral direito. Com base nesse quadro clínico, a melhor hipótese diagnóstica, o provável agente etiológico envolvido e o antibiótico pertinente ao tratamento são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) cálculo renal, P. aeruginosa e ceftriaxona.
  2. B) cistite, K. pneumoniae e amicacina.
  3. C) pielonefrite aguda, E.coli e ceftriaxona.
  4. D) cistite, S. aureus e teicoplanina.
  5. E) pielonefrite aguda, P. aeruginosa e ertapenem.

Pérola Clínica

Dor lombar alta + febre + punhopercussão positiva → Pielonefrite aguda, geralmente E. coli, tratar com Ceftriaxona.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor lombar alta, febre e dor à punhopercussão do ângulo costovertebral é altamente sugestivo de pielonefrite aguda. O principal agente etiológico é a Escherichia coli, e o tratamento empírico inicial com ceftriaxona é uma escolha comum e eficaz.

Contexto Educacional

A pielonefrite aguda é uma infecção bacteriana do parênquima renal e do sistema coletor, representando uma forma grave de infecção do trato urinário (ITU) superior. É mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em qualquer idade e sexo, sendo um diagnóstico importante no pronto-socorro e na enfermaria. O quadro clínico típico inclui febre alta, calafrios, dor lombar unilateral (geralmente na região do flanco e ângulo costovertebral), náuseas, vômitos e, frequentemente, sintomas de ITU baixa, como disúria e polaciúria. A dor à punhopercussão do ângulo costovertebral é um sinal clássico e altamente sugestivo. O diagnóstico é clínico, mas deve ser confirmado por exames laboratoriais como urinálise (piúria, bacteriúria), urocultura com antibiograma e hemograma (leucocitose com desvio à esquerda). O agente etiológico mais comum é a Escherichia coli, responsável por cerca de 75-90% dos casos, seguida por outras enterobactérias. O tratamento empírico inicial deve ser com antibióticos de amplo espectro que cubram E. coli e outras bactérias gram-negativas. A ceftriaxona (uma cefalosporina de terceira geração) é uma excelente opção para tratamento intravenoso, especialmente em pacientes com apresentação mais grave ou que necessitam de internação. Outras opções incluem aminoglicosídeos ou fluoroquinolonas, dependendo do perfil de resistência local e da gravidade do caso. O tratamento deve ser ajustado após a chegada dos resultados da urocultura.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da pielonefrite aguda?

Os sintomas clássicos incluem febre alta, calafrios, dor lombar unilateral (geralmente alta), náuseas, vômitos e dor à punhopercussão do ângulo costovertebral. Sintomas urinários baixos podem ou não estar presentes.

Qual o agente etiológico mais comum da pielonefrite?

A Escherichia coli é responsável pela grande maioria dos casos de pielonefrite aguda, seguida por outras enterobactérias como Klebsiella pneumoniae e Proteus mirabilis.

Qual o tratamento empírico inicial para pielonefrite aguda?

O tratamento empírico inicial geralmente envolve antibióticos de amplo espectro, como ceftriaxona intravenosa ou fluoroquinolonas, até que os resultados da urocultura e antibiograma estejam disponíveis para direcionar a terapia.

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