INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Uma mulher com 20 anos de idade, primigesta na 19ª semana de gestação, procura o ProntoSocorro com história de febre não medida há 24 horas e queixa de disúria, polaciúria, urgência miccional, dor lombar e náuseas. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, afebril, frequência cardíaca = 98 bpm, frequência respiratória = 25 irpm, pressão arterial = 90 x 60 mmHg, desidratada ++/4+ e com dor à punho-percussão da região lombar direita. Diante desse quadro clínico, a conduta adequada é:
Pielonefrite na gestação = Internação compulsória + Antibiótico EV + Hidratação.
Toda gestante com pielonefrite aguda deve ser internada para tratamento parenteral devido ao alto risco de complicações como sepse, choque séptico e trabalho de parto prematuro.
A pielonefrite é a complicação médica não obstétrica mais comum que requer internação durante a gravidez. Ocorre em cerca de 1-2% das gestações, principalmente no segundo e terceiro trimestres. A estase urinária causada pela progesterona e pela compressão mecânica do útero facilita a ascensão bacteriana. O manejo agressivo com hidratação venosa e antibióticos parenterais é fundamental para prevenir a morbidade materna e fetal.
Devido às alterações fisiológicas da gestação, há um risco elevado de progressão para sepse, insuficiência respiratória (SARA) e complicações obstétricas como ruptura prematura de membranas e parto pré-termo.
Geralmente utilizam-se cefalosporinas de 2ª ou 3ª geração (como cefuroxima ou ceftriaxone) ou a associação de ampicilina com gentamicina, ajustando após o resultado da urocultura.
A paciente deve estar afebril por pelo menos 24 a 48 horas, com melhora clínica evidente e tolerância à medicação oral, mantendo o tratamento ambulatorial até completar 10-14 dias.
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