HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
Mulher de 23 anos de idade é atendida na Pronto Socorro com queixas de disúria há 4 dias. Apresenta febre há 2 dias e hoje caiu no banheiro. Refere antecedente de dois episódios de infecção urinária no último ano para os quais usou norfloxacina e fosfomicina. Ao exame, consciente e orientada, temperatura = 39°C, FC = 96bpm, PA - 100x70mmHg, FR = 22 incursões/min. Exames: Hto 36%, leucócitos = 18.000/mm³, Bast = 6%, Seg =72%, plaquetas=180.000/mm³; PCR = 96mg/L; sumário de urina; 100 leucócitos/campo, 20 hemácias/campo, nitrito positivo. Ao decidir sobre a terapia antimicrobiana, deve-se considerar:
Pielonefrite aguda (febre + disúria + queda) com ITU recorrente → cefalosporina 3ª geração empírica.
A paciente apresenta quadro de pielonefrite aguda (febre, disúria, queda, leucocitose, PCR elevada, piúria) e histórico de ITU recorrente com uso prévio de norfloxacina e fosfomicina. Isso aumenta a chance de resistência aos antibióticos de primeira linha. Cefalosporinas de 3ª geração são uma boa escolha empírica devido ao amplo espectro contra uropatógenos comuns e boa penetração renal.
A pielonefrite aguda é uma infecção bacteriana do parênquima renal e do sistema coletor, mais grave que a cistite. Apresenta-se com sintomas de infecção do trato urinário baixo (disúria, polaciúria) associados a sintomas sistêmicos como febre, calafrios, dor lombar e mal-estar geral, que podem evoluir para sepse. O histórico de infecções urinárias recorrentes e uso prévio de antibióticos aumenta a preocupação com a resistência bacteriana. O diagnóstico é clínico, suportado por exames laboratoriais que mostram leucocitose com desvio à esquerda, elevação de PCR e sumário de urina com piúria, hematúria e nitrito positivo. A urocultura com antibiograma é fundamental para guiar a terapia definitiva, mas o tratamento empírico deve ser iniciado prontamente. A escolha do antibiótico empírico para pielonefrite deve considerar o perfil de resistência local e o histórico do paciente. Em casos de ITU recorrente ou suspeita de resistência, antibióticos de amplo espectro, como as cefalosporinas de 3ª geração (ex: ceftriaxona), são preferíveis. Elas são bactericidas e cobrem os principais uropatógenos, incluindo E. coli. Outras opções incluem fluoroquinolonas (se baixa resistência local) ou aminoglicosídeos. Nitrofurantoína e fosfomicina não são adequadas para pielonefrite devido à baixa penetração renal.
A pielonefrite aguda é caracterizada por sintomas de ITU baixa (disúria, polaciúria) associados a sintomas sistêmicos como febre, calafrios, dor lombar e, por vezes, náuseas e vômitos. Exames laboratoriais mostram leucocitose e elevação de marcadores inflamatórios.
As cefalosporinas de 3ª geração, como ceftriaxona ou cefotaxima, possuem amplo espectro de ação contra os principais uropatógenos (especialmente E. coli), boa penetração no tecido renal e são eficazes contra cepas resistentes a antibióticos de primeira linha, sendo uma escolha robusta para o tratamento empírico.
A internação é indicada para pacientes com pielonefrite grave (sepse, instabilidade hemodinâmica), incapacidade de tolerar medicação oral, gestantes, pacientes imunocomprometidos, falha do tratamento ambulatorial ou comorbidades significativas que aumentam o risco de complicações.
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