UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
A eritroblastose fetal é uma doença que requer o acompanhamento adequado para ver o nível de comprometimento fetal. O doppler tem papel importantíssimo em gestantes sensibilizadas. Qual parâmetro de onda de fluxo que reflete o quadro de anemia fetal:
Eritroblastose fetal + anemia → Doppler PSV ACM ↑.
Na eritroblastose fetal, a anemia leva a um aumento do débito cardíaco e uma vasodilatação cerebral compensatória. O Doppler da artéria cerebral média (ACM) reflete essa vasodilatação através de um aumento do Pico de Velocidade Sistólica (PSV ACM), que é o parâmetro mais sensível e específico para detectar anemia fetal moderada a grave.
A eritroblastose fetal, ou Doença Hemolítica Perinatal (DHPN), é uma condição grave que ocorre quando há incompatibilidade sanguínea entre a mãe e o feto, resultando na destruição dos glóbulos vermelhos fetais e consequente anemia. O acompanhamento adequado dessas gestações é crucial para identificar e intervir precocemente na anemia fetal, prevenindo complicações como hidropsia e óbito. A ultrassonografia Doppler desempenha um papel fundamental nesse monitoramento. Entre os parâmetros de onda de fluxo avaliados pelo Doppler, o Pico de Velocidade Sistólica da Artéria Cerebral Média (PSV ACM) é o mais sensível e específico para detectar anemia fetal. Na presença de anemia, o feto compensa a baixa oxigenação aumentando o débito cardíaco e redistribuindo o fluxo sanguíneo para órgãos vitais, como o cérebro. Essa vasodilatação cerebral resulta em uma diminuição da resistência vascular e, consequentemente, um aumento da velocidade do fluxo sanguíneo na ACM, que é captado pelo Doppler. Para residentes, a interpretação correta do PSV ACM é uma habilidade essencial. Valores de PSV ACM acima de 1,5 múltiplos da mediana (MoM) para a idade gestacional são indicativos de anemia fetal moderada a grave e frequentemente justificam a realização de procedimentos invasivos, como a cordocentese para confirmação e, se necessário, transfusão intrauterina. Dominar essa técnica e sua interpretação permite um manejo proativo e melhora significativamente o prognóstico de fetos em risco de DHPN.
Na anemia fetal, a redução da capacidade de transporte de oxigênio pelo sangue leva a um aumento do débito cardíaco e uma redistribuição do fluxo sanguíneo para órgãos vitais, como o cérebro. Essa vasodilatação cerebral compensatória diminui a resistência vascular na artéria cerebral média, resultando em um aumento da velocidade do fluxo sanguíneo, detectado como um PSV ACM elevado.
O Doppler da artéria cerebral média, especificamente o Pico de Velocidade Sistólica (PSV ACM), é a principal ferramenta não invasiva para monitorar a anemia fetal em gestantes sensibilizadas. Valores elevados de PSV ACM indicam anemia moderada a grave, auxiliando na decisão de realizar transfusões intrauterinas ou antecipar o parto.
Uma anemia fetal não diagnosticada ou não tratada pode levar a complicações graves, como hidropsia fetal (acúmulo de líquido em múltiplos compartimentos fetais), insuficiência cardíaca fetal, lesão cerebral devido à hipóxia e, em casos extremos, óbito fetal. O monitoramento com Doppler e intervenções oportunas são cruciais para prevenir esses desfechos.
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