UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2017
Dados do Departamento de Informática do SUS (DATASUS) do Ministério da Saúde apontam que a asma brônquica atinge de 10% a 25% da população brasileira e é responsável, anualmente, por 400 mil internações e 2.500 óbitos, além de um número incontável de atendimentos ambulatoriais. Considerando o manejo da asma brônquica na infância, assinale a alternativa correta.
PFE = ferramenta essencial para diagnóstico, monitorização e controle da asma brônquica em crianças.
O Pico de Fluxo Expiratório (PFE) é uma medida objetiva da função pulmonar que auxilia na avaliação da gravidade da obstrução das vias aéreas, na resposta ao tratamento e na identificação de exacerbações iminentes, sendo crucial no manejo da asma.
A asma brônquica é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de crianças globalmente, sendo uma das principais causas de internação hospitalar e absenteísmo escolar. Seu manejo adequado é crucial para prevenir exacerbações, melhorar a qualidade de vida e evitar o remodelamento das vias aéreas, que pode levar a uma função pulmonar irreversivelmente comprometida. O reconhecimento precoce e a implementação de um plano de tratamento individualizado são pilares da abordagem pediátrica. O diagnóstico da asma em crianças baseia-se na história clínica de sintomas respiratórios recorrentes (sibilância, tosse, dispneia, aperto no peito), exame físico e, quando possível, testes de função pulmonar. O Pico de Fluxo Expiratório (PFE) é uma ferramenta simples e eficaz que pode ser utilizada para auxiliar no diagnóstico (em crianças maiores), monitorizar a gravidade da obstrução e a resposta ao tratamento, e identificar a deterioração da função pulmonar antes do aparecimento de sintomas graves. A espirometria é o padrão-ouro, mas o PFE oferece uma alternativa prática para monitoramento domiciliar. O tratamento da asma infantil envolve o controle ambiental, a educação do paciente e da família, e a farmacoterapia. Os corticoides inalatórios são a terapia de manutenção mais eficaz para asma persistente, atuando na redução da inflamação. Broncodilatadores de curta ação são usados para alívio rápido dos sintomas. Antileucotrienos podem ser úteis como terapia adjuvante ou em pacientes com asma leve que não toleram corticoides inalatórios. A adesão ao tratamento e a técnica correta de inalação são fundamentais para o sucesso terapêutico.
O PFE é fundamental para avaliar a função pulmonar, identificar obstrução das vias aéreas, monitorar a resposta ao tratamento e prever exacerbações, auxiliando na tomada de decisões clínicas.
Corticoides inalatórios são a base do tratamento de manutenção para asma persistente (leve, moderada e grave), visando controlar a inflamação e prevenir exacerbações e remodelamento.
Não, os antileucotrienos são uma terapia adjuvante ou alternativa em casos selecionados de asma leve, mas não substituem os corticoides inalatórios como terapia de primeira linha para a maioria dos pacientes com asma persistente.
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