SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Uma paciente de 28 anos de idade, com diagnóstico prévio de asma, apresentou crise de dispneia após exposição a pó doméstico. Relatou chiado no peito e uso de broncodilatador inalatório, sem melhora significativa. O exame físico evidenciou FC = 112 bpm, FR = 28 irpm e SatO2 = 92% com sibilos difusos bilaterais.\n\nNo caso clínico relatado, qual exame pode ser útil para avaliar a gravidade da obstrução ao fluxo aéreo?
Pico de Fluxo Expiratório (PFE) < 50% do previsto = Crise de asma grave.
O PFE é uma medida objetiva, rápida e de baixo custo para quantificar a obstrução brônquica e monitorar a resposta ao tratamento na emergência.
Na exacerbação asmática, o exame físico pode ser enganoso (ex: ausência de sibilos no tórax silencioso). O Pico de Fluxo Expiratório (PFE) oferece um dado funcional imediato que reflete o grau de broncoespasmo. Uma queda importante no PFE ou a falta de melhora após broncodilatadores de curta ação indicam a necessidade de corticoterapia sistêmica e vigilância intensiva.
O PFE fornece uma medida quantitativa da velocidade máxima de expiração. Valores comparados ao melhor valor pessoal do paciente ou ao previsto por tabelas ajudam a classificar a crise em leve, moderada ou grave, guiando a agressividade do tratamento.
A gasometria não é rotina; deve ser solicitada em pacientes com PFE < 30-50%, SatO2 < 90% persistente, ou sinais clínicos de exaustão respiratória para detectar hipercapnia (sinal de gravidade extrema).
Na fase aguda, sim, pela praticidade. A espirometria é o padrão-ouro para diagnóstico e seguimento ambulatorial, mas o PFE é a ferramenta de escolha para o manejo dinâmico da exacerbação.
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