UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Segundo a nova definição de sepse e choque séptico de 2024, quais variáveis devem ser utilizadas para definir essa condição?
Sepse Pediátrica (Phoenix) = Disfunção Respiratória (SpO2:FiO2) + Cardiovascular (PAM) + Coagulação (Plaquetas) + Neurológica.
A nova definição Phoenix de 2024 para sepse pediátrica utiliza critérios objetivos de disfunção orgânica, destacando a relação SpO2:FiO2, pressão arterial média e contagem de plaquetas.
A atualização das diretrizes de sepse pediátrica em 2024 representa um marco na medicina intensiva, movendo o foco da inflamação sistêmica (SIRS) para a disfunção orgânica mensurável. O Escore Phoenix foi validado em grandes bancos de dados internacionais, demonstrando maior acurácia preditiva para mortalidade hospitalar do que os critérios anteriores. As variáveis escolhidas, como a relação SpO2:FiO2, permitem uma avaliação rápida mesmo em ambientes com recursos limitados, onde a gasometria arterial (PaO2) pode não estar disponível. A inclusão da contagem de plaquetas e da pressão arterial média (PAM) reforça a necessidade de monitorização laboratorial e hemodinâmica contínua em crianças com suspeita de infecção grave.
A principal mudança foi a introdução do Phoenix Sepsis Score, que substituiu os critérios baseados em SIRS (Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica). Agora, a sepse pediátrica é definida como uma infecção suspeita ou confirmada acompanhada de uma pontuação Phoenix ≥ 2 pontos, refletindo disfunção orgânica multissistêmica que acarreta maior risco de mortalidade.
O escore avalia quatro sistemas principais: Respiratório (através da relação SpO2:FiO2 ou PaO2:FiO2), Cardiovascular (uso de vasoativos, lactato elevado ou PAM abaixo do percentil para a idade), Coagulação (contagem de plaquetas, INR ou D-dímero) e Neurológico (Escala de Coma de Glasgow).
O choque séptico pediátrico, segundo os critérios Phoenix, é identificado em crianças com sepse que apresentam disfunção cardiovascular grave, especificamente pontuando pelo menos 1 ponto no domínio cardiovascular do escore Phoenix (ex: necessidade de drogas vasoativas ou hipotensão arterial grave).
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