Escore de Sepse de Phoenix: Variáveis e Diagnóstico Pediátrico

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2025

Enunciado

São componentes das variáveis do Escore de Sepse de Phoenix (Phoenix Sepsis Score - PSS) em crianças:

Alternativas

  1. A) PaO₂:FiO₂ ou SpO₂:FiO₂, lactato, uso de droga vasoativa, pressão arterial, estado de coagulação, escala de coma de Glasgow e avaliação das pupilas.
  2. B) Lactato, uso de droga vasoativa, pressão arterial, hemoglobina, escala de coma de Glasgow, apenas.
  3. C) PaO₂:FiO₂ ou SpO₂:FiO₂, lactato, uso de droga vasoativa, pressão arterial, estado de coagulação, apenas.
  4. D) Temperatura axilar, hemoglobina, estado de coagulação e pressão arterial, apenas.

Pérola Clínica

Phoenix Score ≥ 2 em crianças com suspeita de infecção → Diagnóstico de Sepse Pediátrica.

Resumo-Chave

O Escore de Phoenix (2024) substituiu os critérios de SIRS, focando em disfunções respiratória, cardiovascular, de coagulação e neurológica para identificar risco de morte.

Contexto Educacional

O Phoenix Sepsis Score foi desenvolvido pelo International Sepsis Consensus Forum em 2024 para padronizar o diagnóstico de sepse em pediatria globalmente. Ele substitui os critérios baseados na Síndrome de Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS), que eram sensíveis, mas pouco específicos para mortalidade. O escore foi validado em grandes bancos de dados internacionais, demonstrando que a disfunção orgânica é o melhor preditor de desfechos desfavoráveis. Na prática clínica, a aplicação do escore exige monitorização de parâmetros gasométricos (ou oximetria de pulso como substituto), exames laboratoriais de coagulação e avaliação neurológica seriada. A inclusão da reatividade pupilar e da Escala de Coma de Glasgow reforça a importância da disfunção do sistema nervoso central como marcador de gravidade na sepse pediátrica.

Perguntas Frequentes

Quais são os quatro pilares do Phoenix Sepsis Score?

O Phoenix Sepsis Score avalia quatro sistemas orgânicos principais: respiratório (relação PaO2:FiO2 ou SpO2:FiO2), cardiovascular (uso de drogas vasoativas, lactato e pressão arterial média), coagulação (contagem de plaquetas, INR, D-dímero ou fibrinogênio) e neurológico (Escala de Coma de Glasgow e reatividade pupilar). Uma pontuação total de pelo menos 2 pontos em uma criança com suspeita de infecção indica a presença de sepse, refletindo uma disfunção orgânica que coloca a vida em risco. Este modelo simplifica a identificação clínica em diferentes cenários de recursos.

Como o lactato é utilizado no Escore de Phoenix?

No Phoenix Sepsis Score, o lactato é uma variável crucial dentro da pontuação cardiovascular. Diferente de escores anteriores, o Phoenix atribui pontos específicos para níveis elevados de lactato (≥ 5 mmol/L), reconhecendo-o como um marcador de hipoperfusão tecidual e disfunção metabólica. O aumento do lactato, mesmo na ausência de hipotensão arterial, já contribui para a pontuação de disfunção cardiovascular, permitindo a identificação precoce de estados de choque compensado que evoluem com pior prognóstico se não tratados agressivamente.

Qual a diferença entre Sepse e Choque Séptico no critério de Phoenix?

De acordo com os novos critérios, a sepse é definida por um Phoenix Sepsis Score ≥ 2 em crianças com suspeita de infecção. Já o choque séptico é uma subcategoria da sepse onde há disfunção cardiovascular grave. Especificamente, o choque séptico pediátrico é identificado quando a criança pontua pelo menos 1 ponto no domínio cardiovascular do escore de Phoenix. Isso inclui a necessidade de suporte vasoativo, hipotensão arterial para a idade ou níveis de lactato significativamente elevados, indicando uma falência circulatória aguda associada à infecção.

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