DRGE: pHmetria de 24 Horas como Padrão-Ouro Diagnóstico

HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Qual o padrão-ouro para o diagnóstico e quantificação do refluxo gastroesofágico?

Alternativas

  1. A) Esofagografia.
  2. B) Endoscopia digestiva alta.
  3. C) Manometria esofagiana.
  4. D) pHmetria de 24 horas.
  5. E) Ultrassonografia endoscópica.

Pérola Clínica

Padrão-ouro para diagnóstico e quantificação de DRGE = pHmetria de 24 horas.

Resumo-Chave

A pHmetria de 24 horas é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico e quantificação do refluxo gastroesofágico, especialmente o refluxo ácido. Este exame permite monitorar as variações do pH esofágico ao longo do dia, correlacionando os episódios de refluxo com os sintomas relatados pelo paciente, o que é crucial para confirmar a DRGE e avaliar a eficácia do tratamento.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica caracterizada pelo fluxo retrógrado do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Os sintomas típicos incluem pirose e regurgitação, mas sintomas atípicos como dor torácica não cardíaca, tosse crônica e asma também podem estar presentes. O diagnóstico preciso é fundamental para o manejo adequado e para evitar complicações a longo prazo, como esofagite, estenoses e esôfago de Barrett, que aumenta o risco de adenocarcinoma esofágico. Entre os métodos diagnósticos disponíveis, a pHmetria de 24 horas é amplamente reconhecida como o padrão-ouro para o diagnóstico e a quantificação do refluxo gastroesofágico ácido. Este exame envolve a inserção de uma sonda fina no esôfago para monitorar as variações do pH esofágico ao longo de um período de 24 horas, permitindo correlacionar os episódios de refluxo com os sintomas relatados pelo paciente e com a ingestão alimentar. A pHmetria fornece dados objetivos sobre a frequência, duração e gravidade dos episódios de refluxo ácido. Outros exames, como a endoscopia digestiva alta, são importantes para avaliar a mucosa esofágica e identificar complicações ou diagnósticos diferenciais, mas não quantificam o refluxo. A manometria esofagiana avalia a motilidade do esôfago e a função do esfíncter esofágico inferior, sendo útil na investigação de disfagia e na avaliação pré-operatória. A esofagografia, por sua vez, tem um papel limitado no diagnóstico da DRGE, sendo mais útil para identificar alterações anatômicas. Portanto, para a confirmação e quantificação do refluxo, a pHmetria de 24 horas permanece a ferramenta mais precisa e completa.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações para a realização da pHmetria de 24 horas?

A pHmetria de 24 horas é indicada para confirmar o diagnóstico de DRGE em pacientes com sintomas atípicos ou refratários ao tratamento empírico, para avaliar a eficácia do tratamento medicamentoso ou cirúrgico, e para pacientes que serão submetidos a cirurgia antirrefluxo, a fim de documentar a presença e a extensão do refluxo ácido.

Por que a endoscopia digestiva alta não é o padrão-ouro para o diagnóstico de DRGE?

A endoscopia digestiva alta é excelente para identificar complicações da DRGE, como esofagite, úlceras, estenoses ou esôfago de Barrett, e para excluir outras patologias. No entanto, ela não quantifica o refluxo e pode ser normal em uma parcela significativa de pacientes com DRGE (DRGE não erosiva), não sendo, portanto, o padrão-ouro para o diagnóstico funcional do refluxo.

Qual o papel da manometria esofagiana no diagnóstico da DRGE?

A manometria esofagiana não diagnostica a DRGE diretamente, mas é fundamental para avaliar a função motora do esôfago e do esfíncter esofágico inferior (EEI). Ela é utilizada principalmente antes da cirurgia antirrefluxo para excluir distúrbios de motilidade esofágica que poderiam contraindicar o procedimento ou para identificar a causa de disfagia em pacientes com DRGE.

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