DRGE: pHmetria Esofágica como Padrão Ouro Diagnóstico

HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Homem, 57 anos de idade, no ambulatório de clínica médica com queixa, há 6 meses, de tosse seca, rouquidão, pigarro e halitose, com piora progressiva. Durante este período, procurou o pronto atendimento em duas ocasiões por dor torácica intensa, sendo descartada isquemia miocárdica nas duas ocasiões. Traz consigo o resultado de uma endoscopia digestiva, que mostrou esofagite leve (A de Los Angeles). Na investigação diagnóstica de doença do refluxo gastroesofágico, qual exame é considerado “padrão ouro” para o diagnóstico?

Alternativas

  1. A) Radiografia contrastada do esôfago
  2. B) pHmetria prolongada
  3. C) Cintilografia esofágica
  4. D) Monometria esofágica

Pérola Clínica

DRGE com sintomas atípicos/endoscopia normal → pHmetria prolongada = padrão ouro diagnóstico.

Resumo-Chave

A pHmetria esofágica prolongada é o padrão ouro para o diagnóstico da DRGE, especialmente em casos com sintomas atípicos ou endoscopia normal, pois quantifica a exposição do esôfago ao ácido e correlaciona com os sintomas.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Embora a pirose e a regurgitação sejam os sintomas clássicos, muitos pacientes, como o do caso, apresentam manifestações atípicas, como tosse crônica, rouquidão, pigarro e dor torácica não cardíaca. A endoscopia digestiva alta é útil para identificar esofagite e suas complicações (estenose, esôfago de Barrett), mas pode ser normal em uma parcela significativa dos pacientes com DRGE. Nesses casos, a pHmetria esofágica prolongada (geralmente por 24 horas) é considerada o padrão ouro para o diagnóstico da DRGE. Este exame mede a exposição do esôfago ao ácido, quantificando o número e a duração dos episódios de refluxo, e permite correlacionar os sintomas do paciente com os eventos de refluxo. É particularmente valiosa para confirmar o diagnóstico em pacientes com endoscopia normal ou para avaliar a resposta ao tratamento. A manometria esofágica, embora importante para avaliar a motilidade esofágica e a função do esfíncter esofágico inferior, não é um exame diagnóstico para DRGE, mas sim complementar, útil para descartar outros distúrbios de motilidade ou antes de cirurgias antirrefluxo. Radiografia contrastada e cintilografia esofágica têm menor sensibilidade e especificidade para o diagnóstico de DRGE.

Perguntas Frequentes

Quando a pHmetria esofágica é indicada para o diagnóstico de DRGE?

É indicada quando há sintomas típicos que não respondem ao tratamento empírico, sintomas atípicos (tosse, rouquidão, dor torácica não cardíaca) com endoscopia normal, ou antes de cirurgia antirrefluxo para confirmar o diagnóstico.

Quais são os sintomas atípicos da Doença do Refluxo Gastroesofágico?

Os sintomas atípicos incluem tosse crônica, rouquidão, pigarro, halitose, dor torácica não cardíaca, asma de difícil controle e erosões dentárias, que podem ocorrer sem pirose ou regurgitação.

Qual a importância da classificação de Los Angeles na esofagite?

A classificação de Los Angeles padroniza a descrição da esofagite erosiva, graduando-a de A a D conforme a extensão e confluência das lesões mucosas. É importante para avaliar a gravidade e monitorar a resposta ao tratamento.

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