UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Homem de 42 anos refere ter doença do refluxo gastroesofágico há dez anos. Realizou vários tratamentos com melhora e retorno dos sintomas após a suspensão. EDA realizada há um mês: esofagite erosiva leve (classificação grau A de Los Angeles e grau 1 de Savary Miller). Paciente gostaria de ser submetido a tratamento cirúrgico na tentativa de evitar uso crônico de medicação.O exame a ser realizado para indicar e definir o tipo de cirurgia é
DRGE com indicação cirúrgica → pHmetria esofágica 24h para confirmar refluxo patológico.
Em pacientes com DRGE e esofagite leve que desejam tratamento cirúrgico, a pHmetria esofágica de 24 horas é essencial para confirmar a presença de refluxo ácido patológico e correlacionar os sintomas com os episódios de refluxo, garantindo a indicação cirúrgica correta.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição crônica comum, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou lesões. Sua prevalência é alta, afetando significativamente a qualidade de vida. O manejo inicial é clínico, mas uma parcela dos pacientes necessita de avaliação para tratamento cirúrgico. A fisiopatologia da DRGE envolve a disfunção da barreira antirrefluxo, principalmente do esfíncter esofágico inferior (EEI), além de fatores como hérnia de hiato e motilidade esofágica alterada. Antes de indicar a cirurgia, é imperativo confirmar o refluxo patológico e excluir outras causas de sintomas. A pHmetria esofágica de 24 horas é o exame padrão-ouro para essa confirmação, quantificando a exposição ácida do esôfago. A manometria esofágica, por sua vez, é essencial para avaliar a motilidade esofágica e a localização do EEI, sendo um pré-requisito para a pHmetria e para planejar o tipo de fundoplicatura. O tratamento cirúrgico, geralmente uma fundoplicatura, visa restaurar a barreira antirrefluxo. A indicação cirúrgica é considerada em pacientes com DRGE refratária ao tratamento clínico, dependência de IBP, complicações da doença ou naqueles que optam pela cirurgia para evitar medicação crônica. A seleção adequada do paciente e a realização dos exames pré-operatórios corretos são cruciais para o sucesso do procedimento e para evitar resultados insatisfatórios.
A pHmetria esofágica de 24 horas é o padrão-ouro para diagnosticar o refluxo ácido patológico e correlacionar os sintomas com os episódios de refluxo, sendo crucial para a indicação cirúrgica.
A cirurgia é indicada para pacientes com DRGE refratária ao tratamento clínico, dependência de medicação crônica, complicações como esofagite grave, estenose ou esôfago de Barrett, e naqueles que desejam evitar o uso contínuo de IBP.
A manometria esofágica avalia a função motora do esôfago e a pressão dos esfíncteres, sendo fundamental para descartar distúrbios de motilidade. A pHmetria mede a exposição do esôfago ao ácido, confirmando o refluxo patológico.
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