HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Assinale a alternativa correta:
pHmetria 24h: Padrão ouro para DRGE, essencial em sintomas típicos refratários com endoscopia normal ou duvidosa (DRGE não erosiva).
A pHmetria esofágica de 24 horas é o exame mais preciso para diagnosticar a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), especialmente quando a endoscopia é normal ou os sintomas persistem apesar do tratamento, caracterizando a DRGE não erosiva.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas incômodos e/ou complicações. Sua prevalência é alta, afetando uma parcela significativa da população. A importância clínica reside no impacto na qualidade de vida e no risco de complicações graves, como esofagite erosiva, estenose esofágica e esôfago de Barrett, uma condição pré-maligna. A fisiopatologia envolve disfunção do esfíncter esofágico inferior, hérnia de hiato, retardo do esvaziamento gástrico e alterações na depuração esofágica. O diagnóstico é frequentemente clínico, baseado em sintomas típicos como pirose e regurgitação. No entanto, a endoscopia digestiva alta, embora importante para identificar lesões e complicações, pode ser normal em até 70% dos pacientes com DRGE (a chamada DRGE não erosiva). Nesses casos, ou quando os sintomas são atípicos ou refratários ao tratamento empírico, exames funcionais como a pHmetria esofágica de 24 horas (com ou sem impedanciometria) tornam-se essenciais para confirmar o diagnóstico e guiar a conduta. O tratamento inicial da DRGE geralmente envolve mudanças no estilo de vida e inibidores da bomba de prótons (IBP). Para pacientes com sintomas refratários à terapia medicamentosa e endoscopia normal, a pHmetria é crucial para diferenciar DRGE verdadeira de outras condições. Para residentes, dominar as indicações e a interpretação desses exames é fundamental para um manejo adequado da DRGE e para evitar tratamentos desnecessários ou tardios.
A endoscopia digestiva alta é indicada na DRGE para avaliar a presença de esofagite erosiva, complicações como esôfago de Barrett, estenoses ou para investigar sinais de alarme como disfagia, odinofagia, perda de peso e sangramento digestivo.
Não há uma relação direta e positiva entre H. pylori e DRGE. Na verdade, a erradicação do H. pylori pode, em alguns casos, levar ao agravamento ou ao surgimento de DRGE, possivelmente por alterar o ambiente gástrico e a motilidade esofágica.
Sintomas de alarme na DRGE incluem disfagia (dificuldade para engolir), odinofagia (dor ao engolir), perda de peso inexplicada, anemia por deficiência de ferro, sangramento gastrointestinal (hematêmese, melena) e início recente de sintomas em pacientes acima de 50 anos.
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