CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2015
Qual o exame padrão ouro para o diagnóstico da Doença do refluxo gastroesofágico?
DRGE: PHmetria esofágica de 24h = padrão ouro para diagnóstico e avaliação de refluxo ácido.
A PHmetria esofágica de 24 horas é considerada o padrão ouro para o diagnóstico da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) porque é o único exame que quantifica a exposição do esôfago ao ácido e correlaciona os sintomas com os episódios de refluxo, sendo crucial para casos atípicos ou refratários ao tratamento empírico.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Sua prevalência é alta e impacta significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico preciso é fundamental para o manejo adequado, evitando tratamentos desnecessários ou tardios para condições mais graves. Embora a história clínica e a resposta ao tratamento empírico com inibidores de bomba de prótons (IBP) sejam frequentemente utilizados, a PHmetria esofágica de 24 horas é considerada o padrão ouro para o diagnóstico definitivo da DRGE. Este exame permite quantificar a exposição ácida do esôfago, correlacionar os sintomas com os episódios de refluxo e diferenciar o refluxo ácido do não ácido, sendo particularmente útil em casos de sintomas atípicos ou refratários à terapia. Outros exames, como a Endoscopia Digestiva Alta (EDA), são importantes para avaliar a presença de esofagite, estenoses, Esôfago de Barrett ou excluir outras patologias, mas não são diagnósticos para a DRGE não erosiva. A manometria esofágica, por sua vez, avalia a motilidade esofágica e a função do esfíncter esofágico inferior, sendo essencial no pré-operatório de cirurgias antirrefluxo. O entendimento da indicação e limitação de cada método diagnóstico é crucial para a prática clínica e para as provas de residência.
A PHmetria esofágica é indicada para confirmar o diagnóstico de DRGE em pacientes com sintomas atípicos, refratários ao tratamento empírico com IBP, ou antes de cirurgias antirrefluxo, quantificando a exposição ácida do esôfago.
A EDA é útil para identificar complicações da DRGE, como esofagite, estenose ou Esôfago de Barrett. No entanto, muitos pacientes com DRGE não apresentam lesões mucosas visíveis na endoscopia (DRGE não erosiva), tornando a EDA insuficiente para o diagnóstico definitivo nesses casos.
A manometria esofágica não diagnostica a DRGE, mas é fundamental para avaliar a motilidade esofágica e a função do esfíncter esofágico inferior (EEI) antes de uma cirurgia antirrefluxo. Ela ajuda a excluir distúrbios de motilidade que podem mimetizar a DRGE ou influenciar o resultado cirúrgico.
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