DRGE: pHmetria Esofágica como Padrão Ouro Diagnóstico

UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2021

Enunciado

Na doença do refluxo gastroesofágico, qual o exame complementar considerado como padrão ouro?

Alternativas

  1. A) Manometria.
  2. B) Endoscopia.
  3. C) Rx contrastado do esôfago.
  4. D) Phmetria.
  5. E) Impedanciometria.

Pérola Clínica

Padrão ouro para DRGE = pHmetria esofágica de 24 horas.

Resumo-Chave

A pHmetria esofágica de 24 horas é o padrão ouro para o diagnóstico da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE), pois quantifica a exposição do esôfago ao ácido e correlaciona os sintomas com os episódios de refluxo.

Contexto Educacional

A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, caracterizada pelo retorno do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. Para residentes e estudantes de medicina, é fundamental compreender os métodos diagnósticos e suas indicações. Embora a história clínica seja crucial, exames complementares são frequentemente necessários para confirmar o diagnóstico, avaliar a gravidade e guiar o tratamento. O padrão ouro para o diagnóstico da DRGE é a pHmetria esofágica de 24 horas. Este exame permite quantificar a exposição do esôfago ao ácido, correlacionar os sintomas do paciente com os episódios de refluxo e determinar a eficácia do tratamento. Outros exames, como a endoscopia digestiva alta, são importantes para identificar complicações como esofagite, estenoses ou esôfago de Barrett, mas não são diagnósticos para a DRGE não erosiva. A manometria esofágica avalia a motilidade do esôfago e a função do esfíncter esofágico inferior, sendo útil na avaliação pré-operatória ou em casos de disfagia. A impedanciometria esofágica, muitas vezes combinada com a pHmetria, é um método mais recente que detecta o refluxo de conteúdo líquido e gasoso, independentemente do pH. É particularmente útil em pacientes com sintomas refratários ao tratamento com inibidores da bomba de prótons (IBP) ou com suspeita de refluxo não ácido. O tratamento da DRGE envolve modificações no estilo de vida, medicamentos (IBP são a primeira linha) e, em casos selecionados, cirurgia. A escolha do exame diagnóstico e da abordagem terapêutica deve ser individualizada para cada paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)?

Os sintomas típicos incluem pirose (azia), regurgitação ácida e dor torácica. Sintomas atípicos podem envolver tosse crônica, rouquidão, asma e dor de garganta.

Por que a endoscopia não é considerada o padrão ouro para o diagnóstico de DRGE?

A endoscopia é útil para identificar complicações da DRGE, como esofagite, úlceras ou esôfago de Barrett, mas não consegue diagnosticar a DRGE não erosiva, que é a forma mais comum, nem quantificar o refluxo.

Quando a impedanciometria esofágica é indicada no diagnóstico da DRGE?

A impedanciometria é indicada quando há suspeita de refluxo não ácido ou quando a pHmetria é negativa em pacientes com sintomas típicos, permitindo detectar refluxo líquido e gasoso, independentemente do pH.

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