UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2025
Diversos métodos de imagem auxiliam o cirurgião a identificar nódulos de paratireoide hiperfuncionantes na avaliação pré-operatória. Aquele que possui maior sensibilidade é:
Localização de paratireoide → PET/CT com 18F-Fluorocolina é o exame de maior sensibilidade.
Embora USG e Sestamibi sejam os exames iniciais padrão, o PET/CT com 18F-Fluorocolina apresenta sensibilidade superior, especialmente em casos de exames convencionais negativos ou reoperações.
O hiperparatireoidismo primário é causado na maioria das vezes por um adenoma solitário. O sucesso cirúrgico depende da identificação correta da glândula doente. Historicamente, a ultrassonografia e a cintilografia com Sestamibi-99mTc foram os pilares da localização. No entanto, o avanço da medicina nuclear trouxe o PET/CT com 18F-Fluorocolina como a ferramenta mais sensível disponível. A colina atua como um marcador de síntese de fosfolipídios de membrana, que está aumentada em células paratireoidianas hiperfuncionantes, permitindo uma localização anatômica precisa e facilitando abordagens cirúrgicas direcionadas.
O PET/CT com 18F-Fluorocolina oferece uma resolução espacial significativamente maior do que o SPECT/CT com Sestamibi. A colina é incorporada nas membranas celulares das células da paratireoide hiperativas, e a tecnologia PET permite detectar adenomas muito pequenos ou em localizações ectópicas que passariam despercebidos na cintilografia convencional. Estudos mostram que a sensibilidade do PET/CT com colina pode ultrapassar 90-95%, superando os cerca de 70-80% do Sestamibi, especialmente em casos de doença multiglandular ou adenomas pequenos.
Atualmente, o PET/CT com 18F-Fluorocolina é frequentemente reservado para casos de 'segunda linha'. Isso inclui pacientes com hiperparatireoidismo primário confirmado laboratorialmente, mas cujos exames de primeira linha (Ultrassonografia e Cintilografia Sestamibi) foram negativos ou discordantes. Também é a modalidade de escolha em casos de hiperparatireoidismo persistente ou recorrente após cirurgia cervical prévia, onde a anatomia está distorcida e a localização precisa é crítica para o sucesso da reoperação.
A localização precisa de uma glândula hiperfuncionante (geralmente um adenoma único em 85% dos casos) permite a realização da paratireoidectomia minimamente invasiva (MIP). A MIP utiliza uma incisão menor, resulta em menos dor pós-operatória, melhor resultado estético e menor tempo de internação em comparação com a exploração cervical bilateral clássica. Além disso, reduz o risco de lesão do nervo laríngeo recorrente e de hipoparatireoidismo definitivo por preservação das glândulas normais.
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