Visão Laser - Centro Oftalmológico (SP) — Prova 2020
O exame de tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) é útil na investigação de doença metastática à distância em doentes de alto risco com tumor potencialmente ressecável, somente sendo errado e fora do contexto o item:
PET-CT útil para metástases à distância em CCR, inclusive hepáticas ressecáveis, para excluir doença oculta.
O PET-CT com FDG é uma ferramenta valiosa no estadiamento de pacientes com câncer colorretal de alto risco, especialmente quando há suspeita de metástases à distância ou metástases hepáticas potencialmente ressecáveis. Ele pode identificar lesões ocultas que alteram a conduta cirúrgica, tornando a afirmação de que não deve ser usado nesses casos incorreta.
O câncer colorretal (CCR) é uma das neoplasias mais comuns e, em muitos casos, apresenta doença metastática à distância, sendo o fígado o sítio mais frequente. O estadiamento preciso é fundamental para determinar o prognóstico e a estratégia terapêutica, especialmente em pacientes com metástases potencialmente ressecáveis, onde a cirurgia pode oferecer chances de cura. A tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) com 18F-FDG é uma ferramenta de imagem funcional que detecta o aumento do metabolismo glicolítico em células tumorais. No contexto do CCR, o PET-CT é particularmente útil na investigação de doença metastática à distância em doentes de alto risco, incluindo a detecção de metástases hepáticas e extra-hepáticas. Sua capacidade de identificar lesões ocultas que não são visíveis em exames morfológicos convencionais (TC, RM) pode alterar significativamente o plano de tratamento. A indicação de PET-CT para detecção de metástases de CCR, inclusive as exclusivamente hepáticas e potencialmente ressecáveis, é amplamente aceita, pois permite excluir doença extra-hepática não suspeita que contraindicaria a ressecção hepática. Portanto, afirmar que o PET-CT não deve ser feito nesses casos é incorreto. Outros métodos como ultrassonografia, TC e RM continuam sendo importantes, mas o PET-CT complementa a avaliação, especialmente em cenários de alto risco ou para reestadiamento.
O PET-CT é utilizado para detectar metástases à distância, especialmente em pacientes de alto risco ou com doença avançada, ajudando a definir o estadiamento e a planejar a estratégia terapêutica, incluindo a ressecção de metástases.
Mesmo em casos de metástase hepática aparentemente isolada, o PET-CT pode identificar lesões extra-hepáticas ocultas que não seriam detectadas por outros métodos de imagem, evitando cirurgias desnecessárias ou incompletas.
O PET-CT pode ter limitações em lesões muito pequenas (<5mm), em tumores com baixa avidez por FDG (como alguns mucinosos) ou em áreas com alta captação fisiológica (cérebro, rins, bexiga), exigindo correlação com outros exames.
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