IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2023
Um recém-nascido prematuro, de 1.500g, nascido há 3 dias, apresenta no exame clinico desconforto respiratório, pulsos amplos nos membros superiores e necessidade de CPAP nasal. Nesse contexto, quais seriam o diagnóstico mais provável e o seu tratamento?
Prematuro com desconforto respiratório e pulsos amplos → PCA, tratar com indometacina.
A persistência do canal arterial (PCA) é comum em prematuros e se manifesta com desconforto respiratório e pulsos amplos. O tratamento de escolha para o fechamento farmacológico é a indometacina.
A Persistência do Canal Arterial (PCA) é uma condição comum em recém-nascidos prematuros, especialmente aqueles de muito baixo peso. O canal arterial, que é uma comunicação normal entre a aorta e a artéria pulmonar na vida fetal, geralmente se fecha nas primeiras horas ou dias após o nascimento. Em prematuros, devido à imaturidade e aos níveis elevados de prostaglandinas, esse fechamento pode falhar, levando à PCA. Clinicamente, a PCA pode se manifestar com sinais de sobrecarga pulmonar e sistêmica. Os sintomas incluem desconforto respiratório, necessidade de suporte ventilatório (como CPAP), taquicardia, sopro contínuo em 'maquinaria' e pulsos amplos e saltitantes devido ao shunt da aorta para a artéria pulmonar, que aumenta o fluxo sanguíneo pulmonar e diminui a resistência vascular sistêmica. O tratamento da PCA em prematuros visa o fechamento do ducto para aliviar a sobrecarga cardíaca e pulmonar. A indometacina, um inibidor da síntese de prostaglandinas, é o tratamento farmacológico de escolha, promovendo a constrição e o fechamento do canal. Outras opções incluem ibuprofeno e, em casos refratários ou contraindicações à medicação, o fechamento cirúrgico. A decisão de tratar e o momento ideal dependem da gravidade dos sintomas e do risco-benefício individual.
Os sinais incluem desconforto respiratório, taquicardia, sopro cardíaco contínuo em 'maquinaria', pulsos amplos e hiperativos, e por vezes, hepatomegalia devido à sobrecarga cardíaca.
A indometacina é um inibidor da ciclooxigenase (COX), que reduz a produção de prostaglandinas. As prostaglandinas mantêm o canal arterial aberto, então sua inibição promove a constrição e o fechamento do ducto.
Os riscos incluem oligúria, disfunção renal, enterocolite necrosante e diminuição do fluxo sanguíneo cerebral. É fundamental monitorar o paciente cuidadosamente durante o tratamento para identificar e manejar essas complicações.
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