HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Paciente com persistência de canal arterial (cardiopatia de hiperfluxo pulmonar] apresenta no seu exame físico:
PCA → Sopro contínuo em "maquinaria", mais audível em fúrcula esternal e 2º EIC esquerdo.
A persistência do canal arterial (PCA) é caracterizada por um shunt esquerda-direita, resultando em um fluxo contínuo de sangue da aorta para a artéria pulmonar. Este fluxo gera um sopro contínuo, classicamente descrito como "em maquinaria", audível durante a sístole e a diástole.
A persistência do canal arterial (PCA) é uma cardiopatia congênita comum, caracterizada pela falha no fechamento do ducto arterioso após o nascimento. Este ducto, que normalmente conecta a aorta à artéria pulmonar durante a vida fetal, permite o desvio de sangue dos pulmões. Após o nascimento, com o aumento da pressão sistêmica e a queda da pressão pulmonar, um canal persistente resulta em um shunt esquerda-direita, ou seja, fluxo de sangue da aorta para a artéria pulmonar, levando a um hiperfluxo pulmonar. O achado mais característico no exame físico da PCA é o sopro contínuo, classicamente descrito como "em maquinaria" ou "em locomotiva". Este sopro é audível tanto na sístole quanto na diástole, com um pico de intensidade no final da sístole e início da diástole, e é mais bem auscultado no segundo espaço intercostal esquerdo, próximo à borda esternal. A continuidade do sopro reflete o gradiente de pressão persistente entre a aorta e a artéria pulmonar ao longo de todo o ciclo cardíaco. Além do sopro, outros sinais podem incluir pulsos periféricos amplos e saltitantes, pressão de pulso aumentada e, em casos de shunts significativos, sinais de insuficiência cardíaca congestiva. O diagnóstico precoce e o manejo adequado da PCA são cruciais para prevenir complicações como hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca. Residentes devem estar aptos a reconhecer este sopro distintivo e os demais achados clínicos para um diagnóstico preciso.
A característica principal é um sopro contínuo, descrito como 'em maquinaria', que é audível tanto na sístole quanto na diástole. Ele é mais intenso no segundo espaço intercostal esquerdo, próximo à borda esternal, e pode irradiar para a região infraclavicular.
O sopro é contínuo porque o fluxo sanguíneo através do canal arterial persistente ocorre durante todo o ciclo cardíaco. A pressão na aorta é sempre maior que na artéria pulmonar, mantendo um gradiente de pressão que impulsiona o sangue da aorta para a artéria pulmonar tanto na sístole quanto na diástole.
Além do sopro contínuo, pode-se observar pulsos amplos e saltitantes (pulso em martelo d'água), pressão de pulso aumentada, taquicardia, taquipneia e, em casos de grande shunt, sinais de insuficiência cardíaca congestiva, como hepatomegalia e dificuldade de ganho de peso.
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