UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
As cardiopatias congênitas são classificadas de acordo com a presença ou não de cianose, sendo importante aspecto semiológico na avaliação da criança. Selecione a opção correta que constitui um exemplo de cardiopatia congênita acianótica:
PCA → cardiopatia congênita acianótica com shunt E-D.
A persistência do canal arterial (PCA) é uma cardiopatia congênita acianótica caracterizada por um shunt da esquerda para a direita, resultando em sobrecarga de volume no circuito pulmonar. É importante diferenciá-la das cianóticas, que geralmente envolvem shunts direita-esquerda ou obstrução grave ao fluxo pulmonar.
A classificação das cardiopatias congênitas em cianóticas e acianóticas é um pilar fundamental na pediatria e cardiologia, orientando o diagnóstico e manejo inicial. As cardiopatias acianóticas, como a Persistência do Canal Arterial (PCA), são caracterizadas por um shunt de sangue oxigenado do lado esquerdo para o lado direito do coração ou grandes vasos, sem causar cianose central. A PCA é uma das cardiopatias congênitas mais comuns, resultante da falha no fechamento do canal arterial após o nascimento. A fisiopatologia da PCA envolve o fluxo sanguíneo da aorta (maior pressão) para a artéria pulmonar (menor pressão), levando a um aumento do fluxo pulmonar e sobrecarga de volume no ventrículo esquerdo e átrio esquerdo. Isso pode resultar em insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão pulmonar e, a longo prazo, doença vascular pulmonar obstrutiva. O diagnóstico é frequentemente suspeitado pelo achado de um sopro contínuo em "maquinaria" no exame físico e confirmado por ecocardiograma. O tratamento da PCA pode variar desde o manejo expectante para casos pequenos e assintomáticos até o fechamento farmacológico (com indometacina ou ibuprofeno em prematuros) ou cirúrgico/percutâneo. A compreensão da distinção entre cardiopatias cianóticas e acianóticas é crucial para o residente, pois direciona a investigação diagnóstica e as estratégias terapêuticas, impactando diretamente o prognóstico do paciente pediátrico.
A PCA pode ser assintomática em casos pequenos, mas em casos maiores pode apresentar sopro contínuo em "maquinaria", taquipneia, dificuldade de ganho ponderal e sinais de insuficiência cardíaca.
A PCA é classicamente classificada como uma cardiopatia congênita acianótica, pois o fluxo sanguíneo ocorre predominantemente da aorta para a artéria pulmonar (shunt esquerda-direita).
Cardiopatias cianóticas resultam em hipoxemia e coloração azulada da pele devido a shunts direita-esquerda ou mistura inadequada de sangue. As acianóticas, como a PCA, não causam cianose central inicialmente, pois o fluxo é esquerda-direita.
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