Pérolas de Epstein: Lesões Orais Benignas em Recém-Nascidos

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015

Enunciado

Durante exame físico de um recém-nascido eutrófico você observa pequenas vesículas císticas esbranquiçadas na rafe mediana do palato medindo cerca de dois mm e restante da mucosa oral sem alterações. A conduta correta neste caso é:

Alternativas

  1. A) Iniciar tratamento tópico com nistatina para evitar progressão da doença.
  2. B) Iniciar tratamento com antibiótico oral devido a faixa etária.
  3. C) Encaminhar o recém-nascido a um odontopediatra para possível intervenção.
  4. D) Solicitar perfil lipídico, pois tais vesículas apresentam conteúdo rico em gordura.
  5. E) Não é necessária nenhuma conduta, pois se trata de pérolas de Epstein.

Pérola Clínica

Vesículas esbranquiçadas na rafe palatina de RN = Pérolas de Epstein. Conduta: Nenhuma, são benignas.

Resumo-Chave

As pérolas de Epstein são cistos de inclusão epitelial benignos, comuns em recém-nascidos, localizadas na rafe mediana do palato. Não requerem tratamento, pois desaparecem espontaneamente em semanas ou meses.

Contexto Educacional

Durante o exame físico de um recém-nascido, é comum encontrar diversas variações anatômicas e lesões benignas que podem gerar preocupação nos pais e, por vezes, nos profissionais de saúde menos experientes. As Pérolas de Epstein são um exemplo clássico dessas condições. Elas são pequenos cistos de inclusão epitelial, de coloração esbranquiçada ou amarelada, que medem cerca de 1 a 3 mm de diâmetro. Sua localização mais característica é na rafe mediana do palato duro, mas também podem ser encontradas nas gengivas (cistos gengivais do recém-nascido). Essas lesões são formadas pelo aprisionamento de restos epiteliais durante a fusão dos processos palatinos ou lâmina dentária durante o desenvolvimento fetal. São completamente benignas e assintomáticas, não causando dor, desconforto ou interferência na alimentação do bebê. O diagnóstico é clínico e não requer exames complementares. É fundamental que o médico saiba diferenciá-las de outras condições, como candidíase oral (sapinho), que se apresenta como placas brancas removíveis na mucosa oral e língua, ou dentes natais/neonatais. A conduta correta para as pérolas de Epstein é tranquilizar os pais e informar que não é necessário nenhum tratamento, pois elas desaparecem espontaneamente em algumas semanas ou meses, à medida que o epitélio se descama.

Perguntas Frequentes

O que são as pérolas de Epstein e onde são mais comumente encontradas?

As pérolas de Epstein são pequenos cistos de inclusão epitelial benignos, preenchidos com queratina. São mais comumente encontradas na rafe mediana do palato duro em recém-nascidos.

Qual a causa das pérolas de Epstein?

Elas resultam do aprisionamento de restos epiteliais durante a fusão dos processos palatinos ou da lâmina dentária durante o desenvolvimento fetal.

É necessário algum tratamento para as pérolas de Epstein?

Não, nenhum tratamento é necessário. As pérolas de Epstein são lesões benignas e autolimitadas, que geralmente desaparecem espontaneamente nas primeiras semanas ou meses de vida.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo