SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Em relação à peritonite secundária, pode-se afirmar:
Peritonite secundária → geralmente polimicrobiana, com bactérias da flora intestinal.
A peritonite secundária é uma inflamação da cavidade peritoneal causada pela contaminação bacteriana de uma fonte intra-abdominal, como perfuração de víscera oca. Caracteristicamente, envolve uma flora mista (polimicrobiana) de bactérias entéricas, incluindo Gram-negativos e anaeróbios.
A peritonite secundária é uma condição grave que resulta da contaminação da cavidade peritoneal por microrganismos provenientes de uma fonte intra-abdominal, geralmente uma víscera oca perfurada ou inflamada, como apêndice, cólon ou estômago. É uma das formas mais comuns de peritonite e representa uma emergência cirúrgica, com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. A fisiopatologia envolve a liberação de conteúdo intestinal para a cavidade peritoneal, levando a uma resposta inflamatória intensa e infecção. A característica microbiológica mais importante é que a peritonite secundária é quase invariavelmente polimicrobiana, refletindo a flora bacteriana normal do trato gastrointestinal. Os patógenos mais comuns incluem bactérias Gram-negativas entéricas (como Escherichia coli e Klebsiella spp.) e anaeróbios (como Bacteroides fragilis). O tratamento da peritonite secundária é uma combinação de controle da fonte cirúrgica (fechamento da perfuração, ressecção do segmento afetado, drenagem de abscessos) e antibioticoterapia empírica de amplo espectro. A escolha dos antibióticos deve cobrir tanto os aeróbios Gram-negativos quanto os anaeróbios, e deve ser ajustada com base em culturas e testes de sensibilidade, se disponíveis. O manejo de suporte hemodinâmico e hidroeletrolítico também é fundamental.
A peritonite secundária é mais comumente causada pela contaminação da cavidade peritoneal por microrganismos provenientes de uma víscera abdominal perfurada ou inflamada, como apendicite, diverticulite ou úlcera péptica perfurada.
Ela é polimicrobiana porque a contaminação geralmente se origina da flora bacteriana normal do trato gastrointestinal, que é composta por uma mistura complexa de bactérias aeróbias e anaeróbias, como Escherichia coli, Klebsiella spp. e Bacteroides fragilis.
O tratamento da peritonite secundária é multifacetado, incluindo o controle cirúrgico da fonte de contaminação (ex: fechamento da perfuração, ressecção do segmento afetado) e antibioticoterapia de amplo espectro para cobrir os patógenos aeróbios e anaeróbios.
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