Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Um paciente do sexo masculino, 67 anos, com histórico de cirrose hepática, apresenta ascite súbita e dor abdominal intensa. Paracentese diagnóstica mostra líquido turvo com 500 células polimorfonucleares/mm³ (valor de referência: < 250 células/mm³). Albumina sérica é de 2.1 g/dL (valor de referência: 3.5-5.0 g/dL) e creatinina sérica de 1.9 mg/dL (valor de referência: 0.6-1.2 mg/dL). Qual é a primeira linha de tratamento para este paciente?
Ascite + dor abdominal + PMN > 250/mm³ em cirrótico → PBE = ATB imediato.
O paciente apresenta sinais clássicos de Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE): cirrose com ascite, dor abdominal e contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico > 250 células/mm³. A PBE é uma complicação grave da cirrose e requer antibioticoterapia empírica imediata para prevenir sepse e mortalidade.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma infecção comum e grave do líquido ascítico em pacientes com cirrose hepática, sem uma fonte intra-abdominal cirúrgica de infecção. Sua patogênese envolve a translocação bacteriana do intestino para a circulação e, subsequentemente, para o líquido ascítico, em um contexto de disfunção imunológica e comprometimento da barreira intestinal. A PBE é uma das principais causas de descompensação e mortalidade em pacientes cirróticos. O diagnóstico de PBE é estabelecido pela paracentese diagnóstica, que revela uma contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico superior a 250 células/mm³. Sintomas como febre, dor abdominal, alteração do estado mental e piora da ascite devem levantar a suspeita. A albumina sérica baixa e a creatinina elevada, como no caso, indicam disfunção hepática e renal avançada, aumentando a gravidade do quadro. O tratamento da PBE é uma emergência e deve ser iniciado imediatamente com antibioticoterapia empírica de amplo espectro, geralmente cefalosporinas de terceira geração (ex: cefotaxima), antes mesmo dos resultados da cultura do líquido ascítico. A administração de albumina intravenosa também é recomendada em pacientes com disfunção renal ou bilirrubina elevada para prevenir a síndrome hepatorrenal. O atraso no tratamento está associado a um aumento significativo da morbimortalidade.
O critério diagnóstico principal para PBE é a contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico superior a 250 células/mm³, na ausência de uma fonte intra-abdominal cirúrgica de infecção. Sintomas como febre, dor abdominal e alteração do estado mental reforçam a suspeita clínica.
O tratamento de primeira linha para PBE é a antibioticoterapia empírica imediata com cefalosporinas de terceira geração, como a cefotaxima, por via intravenosa. A administração de albumina intravenosa também é recomendada em pacientes com disfunção renal ou bilirrubina elevada para prevenir a síndrome hepatorrenal.
A PBE é uma emergência médica devido ao alto risco de sepse grave, choque séptico, síndrome hepatorrenal e mortalidade. O atraso no diagnóstico e tratamento está associado a um pior prognóstico, tornando a intervenção rápida crucial para a sobrevida do paciente cirrótico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo