SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Sobre a Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE), considere os itens a seguir: I. Contagem de leucócitos > 250 mg/mm³ no líquido ascítico é um critério necessário para diagnóstico de PBE; II. O diagnóstico diferencial é feito com peritonite bacteriana secundária, e a segunda é mais provável na presença de infecção polimicrobiana do líquido ascítico;III. Paciente cirrótico com ascite que tem um episódio de sangramento por varizes esofágicas deve receber profilaxia antimicrobiana primária para PBE. Marque a opção que contém itens CORRETOS:
PBE: Neutrófilos > 250/mm³ no líquido ascítico. Polimicrobiana → PBE secundária. Sangramento varizes esofágicas em cirrótico com ascite → profilaxia PBE.
O critério diagnóstico para PBE é a contagem de polimorfonucleares (PMN) > 250 células/mm³ no líquido ascítico, não leucócitos totais. A infecção polimicrobiana no líquido ascítico sugere peritonite bacteriana secundária. Pacientes cirróticos com ascite e sangramento gastrointestinal (como varizes esofágicas) têm alto risco de PBE e devem receber profilaxia antibiótica primária.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma infecção comum e grave em pacientes com cirrose e ascite, caracterizada pela infecção do líquido ascítico sem uma fonte intra-abdominal evidente. É uma complicação com alta morbimortalidade, sendo crucial seu diagnóstico precoce e tratamento adequado. A patogênese envolve a translocação bacteriana do intestino para a circulação sistêmica e, posteriormente, para o líquido ascítico, facilitada pela disfunção imune e pela estase do líquido ascítico em pacientes cirróticos. O diagnóstico de PBE é estabelecido pela paracentese diagnóstica, com o critério principal sendo a contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico > 250 células/mm³, na ausência de uma fonte cirúrgica de infecção. É fundamental diferenciar a PBE da peritonite bacteriana secundária, que geralmente apresenta infecção polimicrobiana no líquido ascítico e requer intervenção cirúrgica. A cultura do líquido ascítico pode ser positiva, mas o tratamento empírico não deve ser atrasado. A profilaxia antimicrobiana primária para PBE é indicada em pacientes cirróticos com ascite que apresentam alto risco, como aqueles com sangramento gastrointestinal (especialmente por varizes esofágicas), histórico prévio de PBE, ou baixa concentração de proteínas no líquido ascítico (<1,5 g/dL) associada a disfunção renal ou hepática. O tratamento da PBE estabelecida envolve antibióticos de amplo espectro (ex: cefotaxima) e, em alguns casos, albumina intravenosa para prevenir a síndrome hepatorrenal.
O critério diagnóstico principal para PBE é a contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico superior a 250 células/mm³, na ausência de uma fonte intra-abdominal de infecção cirurgicamente tratável.
A peritonite bacteriana secundária é mais provável na presença de infecção polimicrobiana no líquido ascítico, altos níveis de proteínas e glicose, e LDH elevado, além da identificação de uma fonte intra-abdominal de infecção (ex: perfuração intestinal).
A profilaxia antimicrobiana primária para PBE é indicada em pacientes cirróticos com ascite que apresentam sangramento gastrointestinal (especialmente por varizes esofágicas), histórico de PBE prévia, ou baixa concentração de proteínas no líquido ascítico (<1,5 g/dL) com disfunção renal ou hepática.
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