UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
São característicos de peritonite bacteriana espontânea em pacientes portadores de cirrose hepática:
PBE → GASA > 1,1; PMN > 250/mm³ no líquido ascítico; cultura frequentemente negativa.
A PBE é uma complicação grave da cirrose com ascite. O diagnóstico se baseia na contagem de polimorfonucleares no líquido ascítico (>250 células/mm³) e no GASA (>1,1), mesmo com cultura negativa, e glicose normal.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma infecção comum e grave do líquido ascítico em pacientes com cirrose e hipertensão portal, com alta morbimortalidade. É crucial para residentes reconhecerem seus critérios diagnósticos para um manejo precoce. A fisiopatologia envolve translocação bacteriana da luz intestinal para o líquido ascítico, facilitada pela imunodeficiência e hipertensão portal. O diagnóstico é feito pela paracentese diagnóstica, com contagem de polimorfonucleares (PMN) > 250 células/mm³ no líquido ascítico e GASA > 1,1. A cultura pode ser negativa em muitos casos, e a glicose e o pH do líquido ascítico são geralmente normais. O tratamento empírico com antibióticos de amplo espectro (ex: Cefotaxima) deve ser iniciado prontamente. A profilaxia primária e secundária é fundamental para pacientes de alto risco, visando prevenir novos episódios e melhorar o prognóstico.
Os critérios incluem GASA > 1,1 e contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico > 250 células/mm³, mesmo com cultura negativa. Glicose e pH do líquido ascítico são geralmente normais.
O GASA (Gradiente Albumina Soro-Ascite) > 1,1 indica hipertensão portal, condição subjacente para PBE, diferenciando-a de outras causas de ascite.
Não, a cultura do líquido ascítico pode ser negativa em até 60% dos casos de PBE, sendo o diagnóstico baseado principalmente na celularidade e no contexto clínico.
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