Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2020
Qual dos achados no líquido ascítico sugere outra etiologia para a peritonite, que não seja Peritonite Bacteriana, em um paciente hepatopata, após sangramento de varizes de esôfago, apresentando sonolência, ascite, dor abdominal e febre baixa?
Hepatopata com ascite e peritonite: Isolamento de ≥ 2 germes na cultura do líquido ascítico → Peritonite Secundária (não PBE).
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é tipicamente monomicrobiana, causada por translocação bacteriana. O isolamento de dois ou mais germes na cultura do líquido ascítico, especialmente se houver polimorfismo celular e baixa glicose, sugere peritonite secundária, que geralmente indica uma fonte intra-abdominal de infecção (ex: perfuração de víscera oca).
A peritonite em pacientes hepatopatas com ascite é uma complicação grave, sendo a Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) a forma mais comum. A PBE é uma infecção do líquido ascítico sem uma fonte intra-abdominal aparente, geralmente causada por translocação bacteriana da flora intestinal. No entanto, é crucial diferenciar a PBE da peritonite secundária, que resulta de uma infecção intra-abdominal tratável cirurgicamente, como perfuração de víscera oca ou abscesso. A falha em distinguir entre elas pode levar a atrasos no tratamento e aumento da morbimortalidade. O diagnóstico da PBE é baseado na análise do líquido ascítico, com contagem de polimorfonucleares (PMN) ≥ 250 células/mm³ e cultura monomicrobiana. A peritonite secundária, por outro lado, é frequentemente polimicrobiana, com isolamento de dois ou mais germes na cultura, incluindo anaeróbios. Outros indicadores de peritonite secundária no líquido ascítico incluem glicose < 50 mg/dL, LDH > 225 U/L e proteínas totais > 1 g/dL, além de PMN geralmente muito mais elevados que na PBE. O manejo da PBE envolve antibioticoterapia empírica de amplo espectro, geralmente com cefalosporinas de terceira geração, e profilaxia secundária em casos recorrentes. Para a peritonite secundária, o tratamento é cirúrgico para controle da fonte de infecção, além de antibioticoterapia. A suspeita de peritonite secundária é uma emergência cirúrgica e exige avaliação imediata para evitar complicações graves como sepse e falência de múltiplos órgãos.
O diagnóstico de PBE é feito pela contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico ≥ 250 células/mm³ e cultura monomicrobiana, geralmente de bactérias entéricas.
A PBE é causada por translocação bacteriana e é quase sempre monomicrobiana. O isolamento de dois ou mais germes, especialmente anaeróbios ou fungos, indica uma fonte de infecção intra-abdominal, como perfuração intestinal, caracterizando peritonite secundária.
Na peritonite secundária, além da cultura polimicrobiana, é comum encontrar glicose baixa (< 50 mg/dL), LDH elevado (> 225 U/L) e proteínas totais elevadas (> 1 g/dL), além de PMN muito altos.
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