FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2023
Paciente portador de cirrose hepática por vírus C evolui com distensão abdominal e encefalopatia hepática grau 2. Submetido à paracentese diagnóstica com análise do líquido ascítico revelando presença de polimorfonucleares = 380/mm³, bacterioscopia negativa e cultura em andamento. A conduta mais indicada é:
Ascite + PMN ≥ 250/mm³ em cirrótico → PBE = iniciar ATB empírico (Ceftriaxone) sem aguardar cultura.
Em pacientes cirróticos com ascite e contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico ≥ 250/mm³, o diagnóstico de Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é presumido. A conduta mais indicada é iniciar antibioticoterapia empírica imediatamente (ex: ceftriaxone), sem aguardar o resultado da cultura, devido ao risco de rápida deterioração clínica.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma infecção grave do líquido ascítico em pacientes com cirrose hepática, sem uma fonte intra-abdominal evidente de infecção. É uma complicação comum e potencialmente fatal da cirrose, com alta taxa de mortalidade se não tratada prontamente. O diagnóstico é feito por paracentese diagnóstica, com a análise do líquido ascítico. O critério diagnóstico principal é a contagem de polimorfonucleares (PMN) ≥ 250 células/mm³. A cultura do líquido ascítico, embora importante para guiar o tratamento se houver falha terapêutica, frequentemente é negativa e não deve atrasar o início do tratamento. A conduta mais indicada é iniciar antibioticoterapia empírica imediatamente após a paracentese diagnóstica, sem aguardar o resultado da cultura. As cefalosporinas de terceira geração, como o ceftriaxone, são a escolha de primeira linha devido à sua cobertura contra os patógenos entéricos Gram-negativos mais comuns. O tratamento precoce é crucial para melhorar o prognóstico e reduzir a mortalidade associada à PBE.
O diagnóstico de PBE é estabelecido pela contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico ≥ 250 células/mm³, na ausência de uma fonte cirúrgica de infecção intra-abdominal.
O tratamento empírico de primeira linha para PBE é uma cefalosporina de terceira geração, como o ceftriaxone, devido à sua eficácia contra os patógenos mais comuns (bacilos Gram-negativos entéricos).
A PBE é uma infecção grave com alta mortalidade. O atraso no início do tratamento antibiótico empírico, enquanto se aguarda o resultado da cultura, pode levar à rápida deterioração clínica e aumento da mortalidade.
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