HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Paciente portador de cirrose por vírus C, apresentando ascite refrataria com necessidade de paracenteses de alívio recorrentes evoluindo com piora do padrão da encefalopatia e dispneia. Realizada paracentese de alívio e diagnostica com saída de cerca de 6L de líquido castanho. Analise do liquido com 273 PMN/ mm³. O diagnóstico mais provável nesse caso é de:
PMN no líquido ascítico ≥ 250/mm³ + ausência de foco cirúrgico → Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE).
A PBE é definida pela contagem de polimorfonucleares (PMN) ≥ 250 células/mm³ no líquido ascítico, sendo uma complicação comum e grave em pacientes cirróticos com ascite.
A PBE ocorre devido à translocação bacteriana da microbiota intestinal para o líquido ascítico em pacientes com defesas imunológicas comprometidas pela cirrose. A apresentação clínica pode ser atípica, manifestando-se apenas como piora da encefalopatia ou disfunção renal. O diagnóstico precoce via paracentese é crucial. O tratamento padrão envolve cefalosporinas de terceira geração. A profilaxia secundária com norfloxacino é indicada após o primeiro episódio para reduzir a alta taxa de recorrência.
O diagnóstico de PBE é estabelecido quando a contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico é igual ou superior a 250 células/mm³. Este critério permite o início imediato da antibioticoterapia empírica.
A peritonite secundária geralmente apresenta PMN muito elevados, proteína total no líquido > 1g/dL, glicose < 50 mg/dL e LDH elevado, além de ser frequentemente polimicrobiana na cultura.
Realizar paracentese diagnóstica imediata. Confirmado PMN ≥ 250/mm³, inicia-se antibiótico (ex: Cefotaxima) e albumina intravenosa para prevenir a síndrome hepatorrenal.
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