UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2022
A peritonite bacteriana espontânea ocorre em 30% dos cirróticos com ascite e, neste grupo, apresenta altas taxas de morbidade e mortalidade. Os fatores predisponentes incluem a diminuição da defesa imunológica encontrada no homem nas fases avançadas da cirrose, o supercrescimento da flora intestinal e a translocação bacteriana da luz dos intestinos aos linfonodos mesentéricos. As manifestações clínicas variam de graves a leves ou ausentes, sendo sempre necessária a análise do líquido ascítico. Qual a droga antimicrobiana recomendada para o tratamento da peritonite bacteriana?
PBE em cirróticos → Cefotaxima ou Ciprofloxacino são as escolhas primárias de tratamento.
A peritonite bacteriana espontânea (PBE) é uma complicação grave da cirrose com ascite, exigindo tratamento antimicrobiano empírico imediato. A escolha recai sobre antibióticos com boa cobertura para enterobactérias, como cefalosporinas de terceira geração (cefotaxima) ou fluoroquinolonas (ciprofloxacino), devido à translocação bacteriana.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma infecção comum e grave em pacientes com cirrose e ascite, com uma incidência de 10-30% e alta mortalidade se não tratada. É crucial para residentes reconhecerem sua importância e a necessidade de intervenção rápida. A fisiopatologia envolve translocação bacteriana da flora intestinal para o líquido ascítico, geralmente por bactérias gram-negativas entéricas. O diagnóstico de PBE é confirmado pela análise do líquido ascítico, que tipicamente revela uma contagem de polimorfonucleares (PMN) ≥ 250 células/mm³. As manifestações clínicas são variadas, podendo incluir febre, dor abdominal, encefalopatia hepática ou ser completamente assintomática, o que ressalta a importância da paracentese diagnóstica em qualquer paciente cirrótico com ascite e deterioração clínica. O tratamento empírico deve ser iniciado imediatamente após a suspeita diagnóstica, mesmo antes da confirmação laboratorial. As cefalosporinas de terceira geração, como a cefotaxima, são a primeira escolha devido à sua eficácia contra os patógenos mais comuns. O ciprofloxacino é uma alternativa válida, especialmente em pacientes com alergia a beta-lactâmicos ou para profilaxia. A profilaxia é fundamental para prevenir recorrências e em grupos de alto risco.
A PBE pode apresentar-se com febre, dor abdominal, alteração do estado mental, ou ser assintomática. O diagnóstico definitivo requer análise do líquido ascítico.
O tratamento de primeira linha para PBE é com cefalosporinas de terceira geração, como a cefotaxima, ou fluoroquinolonas, como o ciprofloxacino, especialmente em casos de alergia ou resistência.
A profilaxia primária é indicada para pacientes com baixo teor proteico no líquido ascítico (<1,5 g/dL) e disfunção renal ou sangramento gastrointestinal. A profilaxia secundária é para quem já teve um episódio de PBE.
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