CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Uma paciente de 58 anos, portadora de cirrose hepática e ascite volumosa, é admitida com febre, dor abdominal difusa e confusão mental. O exame de líquido ascítico revela contagem de neutrófilos acima de 250/mm3. Qual é o diagnóstico provável e o tratamento inicial mais apropriado?
PBE = febre + dor abdominal + ascite + neutrófilos > 250/mm³ no líquido ascítico. Tratamento: Cefotaxima IV.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma infecção grave do líquido ascítico em pacientes com cirrose, caracterizada por febre, dor abdominal e, frequentemente, encefalopatia hepática. O diagnóstico é confirmado pela contagem de neutrófilos no líquido ascítico > 250/mm³. O tratamento empírico com antibióticos de amplo espectro, como a cefotaxima, deve ser iniciado prontamente.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma complicação grave e comum em pacientes com cirrose hepática e ascite, associada a alta morbidade e mortalidade. Sua patogênese envolve a translocação bacteriana do intestino para o líquido ascítico, facilitada pela disfunção imune e aumento da permeabilidade intestinal característicos da cirrose. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para melhorar o prognóstico. O diagnóstico da PBE é primariamente laboratorial, baseado na análise do líquido ascítico obtido por paracentese. A contagem de neutrófilos (polimorfonucleares) acima de 250 células/mm³ é o critério diagnóstico principal. Sintomas como febre, dor abdominal, sensibilidade abdominal, alteração do estado mental (encefalopatia hepática) e hipotensão devem levantar a suspeita clínica. É fundamental excluir outras causas de peritonite, como a peritonite bacteriana secundária, que requer intervenção cirúrgica. O tratamento inicial da PBE é empírico e deve ser iniciado imediatamente após a suspeita clínica e coleta do líquido ascítico. A cefotaxima intravenosa é o antibiótico de primeira escolha, devido à sua eficácia contra os principais patógenos (Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae). Além da antibioticoterapia, é essencial o suporte clínico, incluindo a administração de albumina intravenosa para prevenir a síndrome hepatorrenal, especialmente em pacientes com creatinina elevada ou bilirrubina total > 4 mg/dL.
O diagnóstico de PBE é estabelecido pela presença de mais de 250 neutrófilos/mm³ no líquido ascítico, na ausência de uma fonte cirúrgica de infecção intra-abdominal.
O tratamento inicial consiste em antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, sendo a cefotaxima a droga de escolha, por cobrir os principais patógenos gram-negativos.
Os principais fatores de risco incluem cirrose hepática avançada, ascite volumosa, hemorragia gastrointestinal e episódios prévios de PBE.
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