PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
H.S.W., 48 anos, sexo masculino, alcoolista crônico, com cirrose hepática etanólica descompensada e ascite volumosa, dá entrada no pronto atendimento com dor abdominal difusa e melena. Para pesquisa de Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) foram solicitados exames do líquido ascítico, que evidenciaram: dosagem de proteínas de 0,3 g/dl e ausências de bactérias coráveis pelo Gram. A citometria revelou predomínio de polimorfonucleares (mais que 50%) com 450 céls/ml. Cultura em andamento. Sobre este caso, assinale a alternativa CORRETA:
PBE = Ascite + PMN ≥ 250 céls/mm³ no líquido ascítico, mesmo com cultura negativa ou Gram não corável.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é diagnosticada presumidamente quando a contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico é igual ou superior a 250 células/mm³, mesmo na ausência de bactérias coráveis pelo Gram ou antes do resultado da cultura. A dor abdominal e a melena são sinais de alerta em pacientes cirróticos com ascite, indicando a necessidade de investigação para PBE e outras complicações.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma infecção grave do líquido ascítico em pacientes com cirrose hepática, caracterizada pela ausência de um foco infeccioso intra-abdominal cirúrgico. É uma complicação comum e com alta mortalidade, sendo crucial o diagnóstico precoce e o tratamento imediato. Pacientes com cirrose descompensada e ascite volumosa, especialmente alcoolistas crônicos, estão em alto risco. O diagnóstico de PBE é primariamente baseado na análise do líquido ascítico. O critério mais importante é a contagem de polimorfonucleares (PMN) ≥ 250 células/mm³. Este critério é suficiente para iniciar o tratamento empírico com antibióticos de amplo espectro, mesmo antes dos resultados da cultura, que podem demorar ou ser negativas em uma parcela significativa dos casos. A presença de dor abdominal em um paciente cirrótico com ascite deve sempre levantar a suspeita de PBE. Outros achados, como baixos níveis de proteínas no líquido ascítico (< 1 g/dL), são fatores de risco, mas não excluem o diagnóstico. A melena, indicando sangramento gastrointestinal, é um fator que aumenta o risco de PBE devido à translocação bacteriana. O residente deve estar apto a reconhecer os sinais e sintomas, solicitar os exames corretos do líquido ascítico e interpretar os resultados para iniciar o tratamento adequado sem demora.
O principal critério diagnóstico para PBE é a contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico ≥ 250 células/mm³. Outros achados incluem cultura positiva (embora possa ser negativa em até 40% dos casos) e ausência de foco infeccioso intra-abdominal cirúrgico.
A dosagem de proteínas no líquido ascítico não exclui o diagnóstico de PBE. Embora uma concentração de proteínas < 1 g/dL seja um fator de risco para PBE, a PBE pode ocorrer com qualquer nível de proteína. O critério mais importante é a contagem de PMN.
A melena indica sangramento gastrointestinal, que é uma complicação comum da cirrose (ex: varizes esofágicas). O sangramento gastrointestinal aumenta o risco de translocação bacteriana e, consequentemente, de PBE, pois as bactérias intestinais podem migrar para o líquido ascítico.
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