FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2024
Em casos de Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE), a antibioticoterapia empírica mais indicada é:
PBE → Cefotaxima é a antibioticoterapia empírica de primeira linha.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma complicação grave da cirrose com ascite, e a antibioticoterapia empírica deve ser iniciada rapidamente após a suspeita diagnóstica. A Cefotaxima, uma cefalosporina de terceira geração, é o antibiótico de escolha devido à sua eficácia contra os principais patógenos envolvidos, como bactérias Gram-negativas entéricas.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma infecção grave do líquido ascítico em pacientes com cirrose hepática, sem uma fonte intra-abdominal de infecção cirurgicamente tratável. É uma das complicações mais comuns e letais da cirrose, com uma taxa de mortalidade hospitalar que pode chegar a 20-30%. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais. A fisiopatologia da PBE envolve a translocação bacteriana do intestino para os linfonodos mesentéricos e, subsequentemente, para o líquido ascítico, facilitada pela disfunção imune e aumento da permeabilidade intestinal em pacientes cirróticos. O diagnóstico é feito pela paracentese diagnóstica, com contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico ≥ 250 células/mm³. Os sintomas podem ser inespecíficos, incluindo febre, dor abdominal, alteração do estado mental ou piora da função renal. A antibioticoterapia empírica deve ser iniciada imediatamente após a suspeita diagnóstica, sem aguardar os resultados da cultura. A Cefotaxima (ou outra cefalosporina de terceira geração, como Ceftriaxona) é o tratamento de escolha devido à sua eficácia contra os patógenos mais comuns. A administração de albumina intravenosa também é recomendada para prevenir a síndrome hepatorrenal. A profilaxia secundária com norfloxacino ou ciprofloxacino é indicada para pacientes que sobreviveram a um episódio de PBE.
O diagnóstico de PBE é confirmado pela análise do líquido ascítico obtido por paracentese, que revela uma contagem de polimorfonucleares (PMN) ≥ 250 células/mm³. A cultura do líquido ascítico pode ser positiva, mas o tratamento empírico não deve aguardar este resultado.
A Cefotaxima é uma cefalosporina de terceira geração com excelente cobertura contra os principais patógenos causadores de PBE, que são predominantemente bactérias Gram-negativas entéricas, como Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae, além de boa penetração no líquido ascítico.
A administração de albumina intravenosa é recomendada em pacientes com PBE para prevenir a síndrome hepatorrenal, uma complicação grave associada à alta mortalidade. Geralmente é administrada no dia 1 e dia 3 do tratamento antibiótico.
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