UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025
A hipertensão portal é uma anormalidade hemodinâmica associada às mais graves complicações da cirrose hepatica, como ascite, encefalopatia hepática, desenvolvimento de circulação colateral e sangramento digestivo por rotura de varizes de esôfago. O manejo e, principalmente, a prevenção dessas complicações impactam diretamente na sobrevida dos pacientes cirróticos. Assinale a alternativa a informação CORRETA.
PBE = infecção líquido ascítico sem foco intra-abdominal em cirrótico.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma complicação grave e comum da cirrose com ascite, caracterizada pela infecção do líquido ascítico sem uma fonte intra-abdominal evidente, sendo um diagnóstico de exclusão e uma causa importante de morbimortalidade.
A hipertensão portal é uma das consequências mais graves da cirrose hepática, levando a uma série de complicações que impactam significativamente a morbimortalidade dos pacientes. Entre elas, a ascite é a mais comum, e sua presença predispõe a infecções, sendo a Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) a mais característica e temida. A PBE é definida como a infecção do líquido ascítico na ausência de um foco séptico intra-abdominal identificável. Sua fisiopatologia envolve translocação bacteriana do intestino para a circulação sistêmica e, posteriormente, para o líquido ascítico, facilitada pela imunodeficiência associada à cirrose. O diagnóstico é feito pela análise do líquido ascítico, com contagem de polimorfonucleares (PMN) ≥ 250 células/mm³. O manejo da PBE é crucial, com tratamento antibiótico empírico imediato e profilaxia secundária para evitar recorrências. A compreensão das complicações da hipertensão portal, como PBE, encefalopatia hepática e sangramento varicoso, é fundamental para o residente, pois o reconhecimento precoce e a intervenção adequada são pilares para melhorar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes cirróticos.
O diagnóstico de PBE é feito pela análise do líquido ascítico, que mostra contagem de polimorfonucleares (PMN) ≥ 250 células/mm³ na ausência de uma fonte de infecção intra-abdominal.
Os principais fatores de risco incluem ascite de grande volume, baixos níveis de proteína no líquido ascítico, hemorragia digestiva alta e episódios prévios de PBE.
O tratamento inicial é com antibióticos de amplo espectro (ex: cefotaxima). A prevenção de recorrência envolve profilaxia com norfloxacino ou ciprofloxacino em pacientes de alto risco.
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