PBE: Prevenção da Síndrome Hepatorrenal com Albumina

UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2023

Enunciado

Ainda sobre o caso acima, considerando que o paciente apresente peritonite bacteriana espontânea (PBE), assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Todos os pacientes com PBE devem receber profilaxia de síndrome hepatorrenal com infusão de albumina 20% nas primeiras 24h e após as 72h do início do antibiótico. (1,5g/kg e 1g/kg, respectivamente).
  2. B) Deve-se fazer tratamento empírico com Ceftriaxona endovenosa na suspeita de PBE, mesmo sem realização de paracentese diagnóstica.
  3. C) É possível que a causa da piora da função renal esteja relacionada à infecção e, por esse motivo, não é mais necessária a infusão de albumina 20% endovenosa.
  4. D) Não é necessário puncionar, novamente, o líquido peritoneal após o início do antibiótico para avaliar resposta ao tratamento.
  5. E) PBE faz parte das variáveis utilizadas nos escores de gravidade, pontuando, portanto, no MELD e no Child-Pugh.

Pérola Clínica

PBE: Infusão de albumina (1,5g/kg nas 24h, 1g/kg nas 72h) para profilaxia de síndrome hepatorrenal.

Resumo-Chave

Na Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE), a infusão de albumina é uma medida crucial para prevenir a síndrome hepatorrenal, uma complicação grave. A dose recomendada é de 1,5 g/kg nas primeiras 6 horas e 1 g/kg no terceiro dia de tratamento antibiótico.

Contexto Educacional

A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma infecção grave do líquido ascítico em pacientes com cirrose e ascite, sem uma fonte intra-abdominal óbvia de infecção. É uma complicação comum e com alta mortalidade, sendo um tema de grande relevância na prática clínica e em exames de residência. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais. A fisiopatologia envolve a translocação bacteriana do intestino para o líquido ascítico, facilitada pela disfunção da barreira intestinal e pela imunodeficiência em pacientes cirróticos. A PBE pode levar a complicações graves, como a síndrome hepatorrenal (SHR), que é uma insuficiência renal funcional. A infusão de albumina é uma intervenção chave para prevenir a SHR, estabilizando a hemodinâmica e reduzindo a ativação de sistemas vasoconstritores. O tratamento da PBE consiste em antibióticos de amplo espectro (como ceftriaxona) e, fundamentalmente, a infusão de albumina. A dose recomendada de albumina é de 1,5 g/kg nas primeiras 6 horas e 1 g/kg no terceiro dia de tratamento. A paracentese de controle após 48-72 horas de antibiótico é recomendada para avaliar a resposta, embora a alternativa D da questão afirme o contrário, o que a torna incorreta.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da infusão de albumina no tratamento da PBE?

A infusão de albumina é crucial para prevenir a síndrome hepatorrenal (SHR), uma complicação grave e com alta mortalidade em pacientes com PBE. Ela ajuda a manter a volemia e a perfusão renal, reduzindo o risco de disfunção renal.

Qual o esquema de dosagem da albumina na PBE para profilaxia da SHR?

O esquema recomendado é de 1,5 g/kg de peso corporal nas primeiras 6 horas após o diagnóstico e 1 g/kg no terceiro dia de tratamento antibiótico.

Quais são os critérios diagnósticos para PBE?

O diagnóstico de PBE é confirmado pela paracentese diagnóstica, que revela uma contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico ≥ 250 células/mm³ na ausência de uma fonte intra-abdominal de infecção cirúrgica.

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