UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2022
A celularidade do líquido ascítico é preditivo para o clínico estabelecer o diagnóstico de peritonite bacteriana espontânea. A contagem celular que apresenta maior probabilidade para o diagnóstico de peritonite bacteriana espontânea é
PBE = PMN > 250 células/mm³ no líquido ascítico, independente da contagem total.
O diagnóstico de Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é estabelecido pela contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico. Um valor de PMN ≥ 250 células/mm³ é o critério diagnóstico mais importante, mesmo que a contagem total de leucócitos seja maior.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma complicação grave e comum em pacientes com cirrose hepática e ascite, com alta morbimortalidade se não diagnosticada e tratada precocemente. A PBE é definida como uma infecção do líquido ascítico sem uma fonte intra-abdominal cirúrgica evidente. O diagnóstico de PBE é primariamente laboratorial, baseado na análise do líquido ascítico obtido por paracentese. O critério diagnóstico mais importante é a contagem de polimorfonucleares (PMN) ≥ 250 células/mm³. Outros achados incluem cultura positiva do líquido ascítico (embora a cultura possa ser negativa em até 40% dos casos) e ausência de foco cirúrgico. É crucial para o residente saber que a contagem de PMN é o parâmetro mais confiável, pois a contagem total de leucócitos pode ser enganosa. O tratamento empírico com antibióticos de amplo espectro (ex: cefotaxima) deve ser iniciado prontamente após a suspeita diagnóstica e coleta do líquido, antes mesmo dos resultados da cultura, para melhorar o prognóstico. A profilaxia secundária é indicada para pacientes que já tiveram um episódio de PBE.
O principal critério diagnóstico para PBE é a contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico ≥ 250 células/mm³, independentemente da contagem total de leucócitos.
A contagem de PMN reflete diretamente a resposta inflamatória à infecção bacteriana no líquido ascítico, sendo um indicador mais específico de PBE do que a contagem total de leucócitos, que pode ser elevada por outras causas.
Pacientes com cirrose hepática e ascite são os mais suscetíveis à PBE devido à translocação bacteriana e à deficiência de mecanismos de defesa no líquido ascítico.
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