Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022
O patógeno mais comumente relacionado a peritonite bacteriana espontânea no adulto é:
PBE no adulto = E. coli (mais comum).
A peritonite bacteriana espontânea (PBE) é uma complicação grave da cirrose com ascite, sendo a Escherichia coli o patógeno mais frequentemente isolado, devido à translocação bacteriana da flora intestinal.
A peritonite bacteriana espontânea (PBE) é uma complicação grave e comum em pacientes com cirrose hepática e ascite, representando uma das principais causas de morbimortalidade nessa população. A PBE é definida como a infecção do líquido ascítico sem uma fonte intra-abdominal de infecção cirurgicamente tratável. Sua alta prevalência e o risco de sepse tornam o diagnóstico e tratamento precoces cruciais. O patógeno mais comumente isolado na PBE em adultos é a Escherichia coli, responsável por cerca de 60-70% dos casos. Outros Gram-negativos entéricos, como Klebsiella pneumoniae, e Gram-positivos, como Streptococcus pneumoniae, também podem ser encontrados, mas com menor frequência. A fisiopatologia envolve a translocação bacteriana do intestino para os linfonodos mesentéricos e, posteriormente, para o líquido ascítico, facilitada pela disfunção imunológica e aumento da permeabilidade intestinal em pacientes cirróticos. O diagnóstico é feito pela paracentese diagnóstica, com contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico ≥ 250 células/mm³. O tratamento empírico inicial deve cobrir bactérias Gram-negativas, sendo as cefalosporinas de terceira geração (cefotaxima ou ceftriaxona) a escolha padrão. A profilaxia primária e secundária com antibióticos também é fundamental em pacientes de alto risco. Residentes devem dominar esse tema para garantir a melhor abordagem clínica.
O diagnóstico de PBE é feito pela análise do líquido ascítico, com contagem de polimorfonucleares (PMN) ≥ 250 células/mm³ na ausência de uma fonte intra-abdominal de infecção cirurgicamente tratável, sendo a cultura positiva um achado confirmatório.
O tratamento empírico inicial para PBE geralmente envolve cefalosporinas de terceira geração, como a ceftriaxona ou cefotaxima, devido à alta prevalência de bactérias Gram-negativas entéricas, especialmente E. coli, e sua boa penetração no líquido ascítico.
A cirrose hepática, ao causar hipertensão portal e ascite, leva a uma disfunção imunológica e aumento da permeabilidade intestinal, facilitando a translocação bacteriana do intestino para o líquido ascítico e o desenvolvimento da PBE.
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