SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Os fatores predisponentes para o desenvolvimento de peritonite bacteriana espontânea (PBE) não incluem
PBE: Hipertensão arterial sistêmica NÃO é fator predisponente; ascite e descompensação hepática são chave.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma complicação grave da ascite em pacientes com cirrose hepática avançada. Seus fatores de risco estão diretamente ligados à descompensação hepática e à translocação bacteriana, não à hipertensão arterial sistêmica, que é uma comorbidade comum, mas não causal.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma infecção do líquido ascítico sem uma fonte intra-abdominal evidente, ocorrendo predominantemente em pacientes com cirrose hepática avançada e ascite. É uma complicação grave, associada a alta morbidade e mortalidade, e seu reconhecimento precoce é fundamental para um desfecho favorável. Os fatores predisponentes para PBE incluem a presença de ascite em pacientes com cirrose, sangramento gastrointestinal (especialmente varizes esofágicas), um episódio prévio de PBE, e procedimentos invasivos que podem comprometer a integridade da barreira intestinal ou introduzir bactérias. A doença hepática avançada, com sua disfunção imune e aumento da permeabilidade intestinal, é o pano de fundo para o desenvolvimento da PBE. O diagnóstico é feito pela análise do líquido ascítico, com contagem de polimorfonucleares (PMN) > 250 células/mm³. O tratamento envolve antibióticos de amplo espectro, como cefotaxima, e profilaxia secundária para prevenir recorrências. A hipertensão arterial sistêmica, embora comum na população geral e em pacientes com cirrose, não é um fator de risco direto para PBE, pois não está ligada aos mecanismos fisiopatológicos da infecção do líquido ascítico.
Os principais fatores de risco incluem doença hepática avançada com ascite, sangramento gastrointestinal (especialmente por varizes), episódio prévio de PBE e procedimentos invasivos que aumentam o risco de translocação bacteriana.
A doença hepática avançada leva à disfunção imune, aumento da permeabilidade intestinal e ascite, criando um ambiente propício para a translocação bacteriana do intestino para o líquido ascítico, resultando em infecção.
O sangramento gastrointestinal aumenta a permeabilidade da barreira intestinal e a carga bacteriana no lúmen, facilitando a translocação de bactérias para o líquido ascítico e elevando o risco de PBE devido à maior exposição.
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