TECM Teórica - Prova Teórica de Clínica Médica — Prova 2022
Homem de 64 anos, portador de cirrose hepática, evolui com ascite. O GASA foi maior que 1,2, a citometria do líquido ascítico revelou leucometria total de 700 leucócitos/mL, com 55% de polimorfonucleares, a cultura do líquido ascítico foi negativa. A melhor resposta para o diagnóstico e a conduta desse paciente são, respectivamente:
PMN > 250/mm³ no líquido ascítico = PBE → Iniciar ATB + Albumina (1,5g/kg D1 e 1,0g/kg D3).
O diagnóstico de PBE é baseado na citometria (PMN > 250). A reposição de albumina é mandatória para prevenir a síndrome hepatorrenal e reduzir a mortalidade.
A Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) é uma complicação grave da cirrose com ascite, ocorrendo por translocação bacteriana. O GASA > 1,1 confirma que a ascite é decorrente de hipertensão portal. O manejo rápido com antibioticoterapia e expansão volêmica com albumina é crucial para a sobrevida do paciente, visando proteger a função renal, que é o principal fator prognóstico.
O diagnóstico é estabelecido quando a contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico é superior a 250 células/mm³. A cultura é frequentemente negativa (PBE cultura-negativa), mas o tratamento deve ser iniciado imediatamente se o critério citológico for preenchido.
A albumina humana é administrada para expandir o volume plasmático e prevenir a disfunção circulatória induzida pela infecção, reduzindo o risco de síndrome hepatorrenal. As doses recomendadas são 1,5g/kg no primeiro dia (D1) e 1,0g/kg no terceiro dia (D3).
As cefalosporinas de terceira geração, como a cefotaxima, são a primeira escolha para o tratamento empírico da PBE em pacientes cirróticos, cobrindo os principais patógenos gram-negativos entéricos.
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