HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020
Um menino com Síndrome Nefrótica por Lesão Mínima pode apresentar várias complicações da doença, sendo a principal delas, infecções. Entre as infecções está a peritonite bacteriana espontânea. Os principais agentes causais desta infecção são:
PBE em Síndrome Nefrótica: Pneumococos e Gram negativos (especialmente E. coli) são os principais agentes causais.
Pacientes com Síndrome Nefrótica, especialmente por Lesão Mínima, são suscetíveis à Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE) devido à ascite e imunossupressão. Os principais agentes etiológicos são Pneumococos e bactérias Gram-negativas, como a E. coli, exigindo atenção para o diagnóstico e tratamento precoce.
A Síndrome Nefrótica (SN) é uma condição renal caracterizada por proteinúria maciça, hipoalbuminemia, edema e hiperlipidemia. A Lesão Mínima é a causa mais comum de SN em crianças. Uma das complicações mais graves da SN é a Peritonite Bacteriana Espontânea (PBE), especialmente em pacientes com ascite. A PBE ocorre devido à translocação bacteriana da luz intestinal para o líquido ascítico, facilitada pela imunossupressão (intrínseca à doença e/ou induzida por corticoides) e pela perda de fatores de defesa no líquido ascítico. Os principais agentes etiológicos são bactérias encapsuladas, como os Pneumococos (Streptococcus pneumoniae), e bacilos Gram-negativos entéricos, como a Escherichia coli. O diagnóstico precoce é fundamental, baseado em sinais clínicos e análise do líquido ascítico. O manejo da PBE em SN envolve antibioticoterapia empírica que cubra os patógenos mais prováveis, geralmente com cefalosporinas de terceira geração. A profilaxia antibiótica pode ser considerada em pacientes de alto risco. A compreensão dos agentes causais é crucial para a escolha do tratamento adequado e para melhorar o prognóstico desses pacientes.
Os sinais e sintomas incluem dor abdominal, febre, náuseas, vômitos, diarreia e distensão abdominal. Em crianças com Síndrome Nefrótica e ascite, a PBE deve ser sempre suspeitada diante desses achados.
A suscetibilidade se deve à presença de ascite (que serve como meio de cultura), à imunossupressão relacionada à doença e ao tratamento (corticosteroides), e à perda de proteínas do complemento e imunoglobulinas na urina.
O tratamento empírico deve cobrir os agentes mais comuns, como Pneumococos e Gram-negativos. Cefalosporinas de terceira geração (ex: cefotaxima ou ceftriaxona) são frequentemente utilizadas, aguardando resultados de cultura e antibiograma do líquido ascítico.
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