HSJ - Hospital São Julião (MS) — Prova 2015
Não constitui fase do 4º período do trabalho de parto (Período de Greenberg) :
4º período do parto (Greenberg) = Pós-dequitação até 1-2h pós-parto, focado na hemostasia uterina.
O 4º período do trabalho de parto, também conhecido como Período de Greenberg, inicia-se após a dequitação da placenta e se estende por 1 a 2 horas pós-parto. Ele é caracterizado por mecanismos de hemostasia uterina, como o miotamponamento, trombotamponamento e a contração uterina fixa, sendo a dequitação um evento que *precede* este período.
O trabalho de parto é classicamente dividido em quatro períodos. O 4º período, também conhecido como Período de Greenberg, é um estágio crítico que se inicia imediatamente após a dequitação da placenta e se estende por aproximadamente uma a duas horas pós-parto. Este período é de extrema importância para a prevenção da hemorragia pós-parto, a principal causa de morbimortalidade materna. A fisiologia do 4º período é centrada nos mecanismos de hemostasia uterina. O primeiro e mais importante é o **miotamponamento**, onde as fibras musculares do miométrio se contraem vigorosamente, comprimindo os vasos sanguíneos que passavam pelo leito placentário. Em seguida, ocorre o **trombotamponamento**, com a formação de coágulos nos vasos abertos, reforçando a oclusão. A **contração uterina fixa** mantém o útero em um estado de contração tônica, garantindo a continuidade da hemostasia. A **dequitação** da placenta, por outro lado, é o evento que marca o final do 3º período do trabalho de parto. Portanto, ela *precede* o 4º período. A vigilância ativa durante o 4º período, com palpação do fundo uterino e observação do sangramento vaginal, é essencial para identificar precocemente e intervir em casos de atonia uterina ou outras complicações que possam levar à hemorragia. A "indiferença uterina" refere-se à falha desses mecanismos de contração, resultando em atonia.
As fases do 4º período do trabalho de parto incluem o miotamponamento (contração das fibras miometriais), o trombotamponamento (formação de coágulos nos vasos abertos) e a contração uterina fixa, que mantém o útero contraído.
O 4º período é crucial para a prevenção da hemorragia pós-parto, pois é quando os mecanismos fisiológicos de hemostasia uterina atuam para ocluir os vasos sanguíneos que irrigavam a placenta.
A indiferença uterina é a falha do útero em se contrair adequadamente após o parto, resultando em atonia uterina, a principal causa de hemorragia pós-parto. É uma condição a ser ativamente prevenida e tratada.
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