UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio (RJ) — Prova 2015
Primigesta, com 39 semanas de gestação, chega à emergência relatando diminuição do fundo uterino, dor lombar e perda transvaginal de muco com sangue. A cardiotocografia basal apresentou padrão reativo. Ao exame: BCF = 142 bpm; FU = 3 cm abaixo da última mensuração anotada no cartão de pré-natal. Colo 40% apagado, fechado. Metrossístoles 1 em 20 minutos. O diagnóstico é:
Período premonitório: FU ↓, dor lombar, perda muco-sanguinolenta, colo apagando/fechado, contrações irregulares (pródromos).
O período premonitório do parto, ou pródromos, é caracterizado por sinais que antecedem o trabalho de parto ativo, como a diminuição do fundo uterino (insinuação fetal), dor lombar, perda do tampão mucoso (muco com sangue) e contrações uterinas irregulares e de baixa intensidade. O colo uterino pode apresentar apagamento, mas ainda não há dilatação progressiva.
O final da gestação é marcado por uma série de modificações fisiológicas que preparam o corpo materno para o parto. O período premonitório, também conhecido como pródromos do parto, compreende um conjunto de sinais e sintomas que antecedem o início do trabalho de parto ativo. Reconhecer esses sinais é fundamental para o residente, pois permite orientar a gestante e diferenciar essa fase do trabalho de parto verdadeiro, evitando intervenções desnecessárias ou ansiedade. Clinicamente, o período premonitório é caracterizado por fenômenos como a diminuição da altura do fundo uterino, que ocorre devido à insinuação da apresentação fetal na pelve. A gestante pode relatar uma sensação de 'alívio' na parte superior do abdome, com melhora da dispneia. Outros sinais incluem dor lombar e cólicas abdominais de intensidade variável, contrações uterinas irregulares e esporádicas (contrações de Braxton Hicks), e a perda do tampão mucoso, que pode ser acompanhada de estrias de sangue, conhecida como 'sinal'. Ao exame vaginal, o colo uterino pode apresentar apagamento (esvaecimento), mas ainda não há dilatação progressiva. É crucial que o residente saiba diferenciar os pródromos do trabalho de parto ativo. Enquanto no período premonitório as contrações são ineficazes para promover a dilatação cervical significativa, no trabalho de parto ativo as contrações são regulares, rítmicas, progressivamente mais intensas e resultam em dilatação cervical contínua. A correta identificação dessa fase permite um manejo expectante e tranquilizador para a paciente, reservando a internação para o início do trabalho de parto verdadeiro.
Os principais sinais incluem a diminuição da altura do fundo uterino (devido à insinuação fetal), dor lombar, cólicas leves, contrações uterinas irregulares (contrações de Braxton Hicks), e a perda do tampão mucoso, que pode vir acompanhada de pequena quantidade de sangue.
No período premonitório, as contrações são irregulares em frequência, intensidade e duração, e não há dilatação cervical progressiva. No trabalho de parto ativo, as contrações são regulares, rítmicas, dolorosas e causam dilatação progressiva do colo uterino (geralmente 1 cm/hora ou mais após 5-6 cm de dilatação).
A perda de muco com sangue, conhecida como 'sinal', indica a expulsão do tampão mucoso que oclui o colo uterino durante a gestação. É um sinal de que o colo está começando a se modificar e pode anteceder o trabalho de parto em horas ou dias, sendo um dos pródromos do parto.
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