INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012
Primigesta de 25 anos de idade procura a Maternidade pelo início do trabalho de parto às 13 horas e sua evolução está registrada no partograma abaixo. A paciente completa o primeiro período do parto às 18h30min. O segundo período já durava 45 minutos, quando o feto começou a apresentar desacelerações tipo II. Qual o diagnóstico desse caso e a conduta obstétrica mais apropriada?
DIP II no 2º período + parada de descida → Interrupção imediata (Fórcipe se critérios preenchidos).
O diagnóstico de período pélvico prolongado associado a desacelerações tardias (DIP II) indica sofrimento fetal agudo, exigindo parto assistido imediato se o feto estiver em plano baixo.
O manejo das distocias no segundo estágio do parto exige rapidez e precisão diagnóstica. O período pélvico prolongado ocorre quando há falha na progressão da descida fetal após a dilatação total. Quando associado a padrões de frequência cardíaca fetal não tranquilizadores, como o DIP II, a prioridade é o nascimento imediato. Se o feto estiver em planos baixos (+2 ou mais), o parto vaginal assistido por fórcipe (como Simpson para variedades de posição anteriores ou Kielland para rotações) é a via mais rápida e segura. A cesariana neste estágio, com a cabeça fetal profundamente impactada na pelve, aumenta significativamente a morbidade materna e fetal.
É definido quando a descida da apresentação fetal é lenta ou nula durante o segundo estágio do parto (expulsivo). Em primíparas, considera-se prolongado se durar mais de 2 horas (ou 3 horas com analgesia); em multíparas, mais de 1 hora (ou 2 horas com analgesia). No caso clínico, a presença de sofrimento fetal (DIP II) torna a intervenção urgente.
A desaceleração tipo II (tardia) é um sinal de insuficiência útero-placentária e hipóxia fetal. Ela ocorre após o pico da contração uterina e indica que a reserva de oxigênio do feto está comprometida, sendo um marcador clássico de sofrimento fetal agudo que exige conduta imediata.
Para a aplicação segura do fórcipe, é necessário: dilatação cervical total, bolsa rota, pelve materna proporcional ao feto, feto vivo, apresentação cefálica e, crucialmente, o feto deve estar em plano de De Lee igual ou maior que +2 (encaixado e baixo).
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